A Avaliação Psicológica é definida como um processo estruturado de investigação de fenômenos psicológicos, composto de métodos, técnicas e instrumentos, com o objetivo de prover informações à tomada de decisão, no âmbito individual, grupal ou institucional, com base em demandas, condições e finalidades específicas. Sobre o tema, é correto afirmar que:
- A)a testagem psicológica e a avaliação psicológica são processos idênticos;
Errada, porque testagem psicológica é apenas uma parte da avaliação psicológica, e não um processo idêntico a ela.
- B)a utilização de uma só técnica e um só instrumento para a avaliação é recomendada;
Errada, porque a avaliação psicológica não deve ficar limitada a uma só técnica e um só instrumento; a escolha depende da demanda e da finalidade.
- C)documentos técnicos, tais como protocolos ou relatórios de equipes multiprofissionais, são fontes fundamentais de informação;
Errada, porque documentos de equipes multiprofissionais podem ajudar, mas não são, por si sós, fontes fundamentais obrigatórias nem suficientes para toda avaliação.
- D)as conclusões de um laudo psicológico podem basear-se somente em fontes complementares de informação caso possuam respaldo científico e respeitem o Código de Ética do Psicólogo;
Errada, porque a conclusão de um laudo não pode se basear somente em fontes complementares, já que a avaliação exige articulação de dados psicológicos e critério técnico.
- E)instrumentos não psicológicos com respaldo científico na área e que respeitem o Código de Ética do Psicólogo e as garantias legislativas da profissão podem ser usados como fonte complementar de informação.
Certa, porque instrumentos não psicológicos podem ser usados como fonte complementar, desde que tenham respaldo científico e respeitem o Código de Ética e a legislação profissional.
Gabarito: E
A avaliação psicológica não se resume a aplicar testes. Ela é um processo mais amplo, estruturado e com finalidade definida, que reúne métodos, técnicas e instrumentos para ajudar na tomada de decisão. Em outras palavras, o teste pode ser uma peça importante, mas não é o jogo inteiro. Essa ideia aparece na Resolução CFP nº 09/2018, que organiza a avaliação psicológica como processo de investigação e uso de diferentes fontes de informação. Por isso, o profissional pode combinar entrevistas, observação, testes, documentos, dados de prontuário e outros recursos, desde que tudo tenha respaldo científico, seja pertinente à demanda e respeite o Código de Ética Profissional do Psicólogo. O segredo aqui é pensar em qualidade e adequação, não em quantidade ou em “qualquer coisa que ajude”. O gabarito é a letra E porque a norma admite o uso de instrumentos não psicológicos como fonte complementar de informação, desde que tenham respaldo científico, respeitem o Código de Ética e observem as garantias legais da profissão. Isso é compatível com a lógica da avaliação psicológica contemporânea: o psicólogo pode ampliar as fontes de dados, mas sem improviso e sem invadir competências de outras áreas. Em prova da FGV, fique atento ao contraste clássico: avaliação psicológica é mais ampla que testagem psicológica, e o trabalho sério quase nunca se apoia em uma única técnica. Se a alternativa parecer “aberta demais” ou “restrita demais”, desconfie e procure o equilíbrio entre ciência, ética e finalidade.