Jussara trabalha na escuta de famílias em conflito, facilitando o diálogo entre elas, sem atuar de forma impositiva e nem sugerindo soluções para as controvérsias, de forma a que os próprios interessados apresentem suas soluções. Portanto, é correto afirmar que Jussara atua como
- A)árbitra judicial.
Errada, porque o árbitro tem poder de decidir a controvérsia, e aqui Jussara não impõe decisão alguma.
- B)árbitra extrajudicial.
Errada, porque a arbitragem extrajudicial também é procedimento decisório, não apenas de facilitação do diálogo.
- C)mediadora.
Certa, porque ela apenas facilita a comunicação entre as partes e deixa a solução nas mãos dos próprios interessados.
- D)conciliadora
Errada, porque o conciliador pode sugerir propostas de acordo, o que não aparece no enunciado.
- E)juíza.
Errada, porque juíza exerce jurisdição e decide o conflito, enquanto Jussara não atua de forma impositiva.
Gabarito: C
Aqui a palavra-chave é escuta com neutralidade e sem imposição. Quando a profissional facilita o diálogo entre pessoas em conflito, ajuda a identificar interesses e permite que elas mesmas construam a solução, estamos diante da mediação. Isso aparece na Lei 13.140/2015, que define a mediação como a atividade exercida por terceiro imparcial, sem poder decisório, escolhido ou aceito pelas partes, auxiliando-as a compreender as questões e identificar, por si mesmas, soluções consensuais. Perceba o detalhe: Jussara não sugere saída pronta, não empurra acordo e não decide nada no lugar dos envolvidos. Ela só organiza a conversa e melhora a comunicação. Esse é exatamente o papel do mediador, muito comum em conflitos familiares, porque a ideia é preservar vínculos e favorecer um acordo construído pelas próprias partes. Já a conciliação é diferente porque o conciliador costuma atuar de forma mais propositiva, podendo sugerir alternativas para o acordo. Na arbitragem, o terceiro tem poder decisório e profere uma decisão que substitui a vontade das partes. E juiz, claro, é quem exerce jurisdição estatal, o que está longe da situação descrita. Portanto, o gabarito é a alternativa C, porque o comportamento narrado corresponde ao modelo clássico de mediação: imparcialidade, facilitação do diálogo e ausência de imposição de solução.