O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável no mundo. Muitas empresas implantam programas de combate ao tabagismo. A psicologia pode exercer um papel fundamental na prevenção secundária ao tabagismo por meio:
- A)do emprego de técnicas de relaxamento e controle de estresse em pacientes com DPOC e câncer pulmonar;
Errada, porque relaxamento e controle do estresse podem ajudar no manejo do paciente, mas isso não define especificamente a prevenção secundária ao tabagismo.
- B)da terapia cognitivo-comportamental para a identificação dos gatilhos emocionais e comportamentais relacionados ao tabagismo;
Certa, porque a terapia cognitivo-comportamental identifica gatilhos emocionais e comportamentais do fumar e atua na mudança de hábitos e na prevenção de recaídas.
- C)de palestras em escolas voltadas para o público infantil e adolescente, visando evitar a iniciação no hábito de fumar;
Errada, porque palestras para crianças e adolescentes são medida de prevenção primária, voltada a evitar o início do tabagismo.
- D)da prescrição de adesivos de nicotina, florais, medicamentos fitoterápicos e técnicas de condicionamento aversivo para evitar as recaídas;
Errada, porque prescrição de medicamentos e adesivos de nicotina não é atribuição da psicologia, além de misturar intervenções de áreas diferentes.
- E)do estímulo à codependência secundária compartilhada com os familiares do tabagista.
Errada, porque codependência familiar não é estratégia de prevenção secundária e ainda descreve uma lógica inadequada para o cuidado em saúde.
Gabarito: B
A psicologia, na saúde, não atua só quando a doença já apareceu: ela também ajuda a impedir que o problema avance, reduza recaídas e favoreça mudanças de comportamento. No tabagismo, isso é especialmente importante porque parar de fumar mexe com hábitos, emoções, rotina e até com a forma como a pessoa lida com estresse e gatilhos do dia a dia. Na prevenção secundária, o foco é identificar precocemente o problema e intervir para evitar piora, recorrência ou agravamento. Em fumantes, isso significa reconhecer situações que mantêm o uso do cigarro, como ansiedade, convivência com outros fumantes, pausas no trabalho ou momentos de tensão, e trabalhar estratégias para romper esse ciclo. Por isso, a terapia cognitivo-comportamental é a melhor resposta. Ela ajuda a pessoa a perceber pensamentos automáticos, gatilhos emocionais e comportamentais ligados ao fumar, além de treinar habilidades para controle de fissura, manejo de estresse e prevenção de recaídas. Em concurso, quando a banca fala em tabagismo e psicologia, pense logo em mudança de comportamento e reestruturação de padrões. As outras alternativas escapam do alvo. Algumas falam de prevenção primária, outras misturam intervenção psicológica com prescrição medicamentosa, que não é função da psicologia. A ideia central aqui é simples: antes de o cigarro virar mais um capítulo trágico da história, a psicologia entra para mapear gatilhos e ajudar a pessoa a sair do automático.