O desenvolvimento psicossexual corresponde à evolução progressiva da sexualidade infantil, a qual passa por diferentes fases de organização do psiquismo. No entanto, há uma etapa em que as atividades sexuais sofrem um decréscimo consecutivo ao recalcamento, dando lugar às identificações secundárias e ao estabelecimento do Supereu. Com a retenção do curso pulsional, aparecem as inibições e as sublimações, necessárias para a inserção do sujeito na cultura. Esse período chama-se
- A)oral.
Errada, porque a fase oral é a primeira, centrada na boca e na satisfação por sucção, alimentação e mordida.
- B)anal.
Errada, porque a fase anal envolve controle esfincteriano e temas de retenção/expulsão, não o recalcamento com formação do Supereu.
- C)fálico.
Errada, porque a fase fálica é marcada pelo interesse genital e pelo complexo de Édipo, não pelo declínio das atividades sexuais.
- D)latência.
Certa, porque a fase de latência é o período de recalcamento, sublimação, identificações secundárias e fortalecimento do Supereu.
- E)genital.
Errada, porque a fase genital corresponde à maturidade sexual da adolescência e vida adulta, não à diminuição da sexualidade infantil.
Gabarito: D
Na teoria psicossexual de Freud, o desenvolvimento da criança passa por fases em que a energia pulsional vai mudando de foco até chegar a um período de “pausa” aparente da sexualidade. É justamente nessa etapa que as manifestações sexuais ficam menos visíveis, porque ocorre recalcamento, fortalecimento das identificações secundárias e formação do Supereu. Parece que a vida psíquica entra em modo “organizado”, com mais controle e menos descarga pulsional direta. Esse é o período de latência. Ele vem depois das fases oral, anal e fálica e antecede a retomada da sexualidade na puberdade. Na latência, a criança investe mais em aprendizagem, socialização e regras, enquanto a energia pulsional pode ser desviada para sublimações e inibições. Em outras palavras: a pulsão não some, mas fica mais domesticada. Por isso, o gabarito é a letra D. Freud descreve a latência como fase de relativa tranquilidade sexual, marcada pelo recalcamento das tendências sexuais infantis e pelo fortalecimento do Supereu, o que favorece a inserção do sujeito na cultura. Se quiser memorizar com rapidez: oral = boca, anal = controle/retencao, fálico = descoberta genital e complexo de Édipo, latência = “silêncio” sexual, genital = retomada madura da sexualidade. Essa sequência cai muito em prova.