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Psicologia · FGV · 2023

Questão comentada de Psicologia

Juliana é psicóloga e atende na Igreja Evangélica de que é membro. O jovem João, de 23 anos, buscou ajuda psicoterápica com a profissional, pois está em dúvida sobre sua orientação sexual, muito embora esteja noivo de Sarah, que também participa da mesma congregação. Segundo as previsões contidas no Código de Ética profissional, Juliana:

Gabarito: D

A questão cobra o Código de Ética Profissional do Psicólogo e a ideia central aqui é simples: o psicólogo não está ali para fazer julgamento moral da vida íntima da pessoa, mas para oferecer acolhimento, escuta qualificada e respeito à autonomia do atendido. Em temas ligados a orientação sexual, isso fica ainda mais claro, porque a atuação profissional não pode ser usada para reforçar preconceitos, constrangimentos ou tentativas de “corrigir” a pessoa. O Código de Ética determina que o psicólogo atue com base no respeito à dignidade, à liberdade e à integridade do ser humano, evitando qualquer forma de discriminação. Além disso, as resoluções do CFP sobre sexualidade e identidade de gênero vedam práticas que tratem a homossexualidade como doença ou que proponham terapias de reversão, de “cura gay” ou similares. Ou seja: a psicóloga não deve orientar João a mudar sua orientação sexual, nem impor valores religiosos como regra técnica de atendimento. Por isso, o gabarito é a alternativa D. Ao acolher João de forma cuidadosa e respeitando o que ele disser, Juliana age de acordo com a ética profissional: escuta sem julgamento, preserva o sigilo e sustenta um espaço seguro para que ele elabore suas dúvidas. Em concurso, quando aparecer conflito entre moral pessoal, religião e atuação profissional, a resposta costuma pender para ética, respeito e não discriminação. Resumo de prova: psicologia não é púlpito, nem tribunal. É atendimento técnico e ético, com respeito à subjetividade da pessoa e sem imposição de crenças da profissional.

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