Assinale a opção que indica o autor que desenvolveu a abordagem sócio histórica na psicologia, considerando o homem como um ser histórico-cultural que é moldado pela cultura que ele próprio cria.
- A)Lev Vygotsky.
Correta: Lev Vygotsky é o principal autor da abordagem socio-histórica, centrada na cultura, na linguagem e na mediação social.
- B)Kurt Lewin.
Errada: Kurt Lewin é referência em dinâmica de grupo e psicologia social, mas não é o autor da abordagem socio-histórica.
- C)Leon Festinger.
Errada: Leon Festinger ficou conhecido pela teoria da dissonância cognitiva, não pela perspectiva socio-histórica.
- D)Stanley Milgram.
Errada: Stanley Milgram é lembrado pelos estudos sobre obediência à autoridade, não por desenvolver essa abordagem.
- E)Ian Parker.
Errada: Ian Parker é ligado a críticas e debates contemporâneos na psicologia social, mas não criou a abordagem socio-histórica.
Gabarito: A
A abordagem socio-histórica na Psicologia entende que o ser humano não nasce pronto: ele se forma nas relações sociais, na linguagem, no trabalho e na cultura. Em outras palavras, a pessoa é produto da história e, ao mesmo tempo, também ajuda a construir essa história. É uma visão que foge da ideia de um indivíduo isolado, como se ele existisse em uma redoma de vidro. Na Psicologia, o principal nome ligado a essa perspectiva é Lev Vygotsky. Ele mostrou que o desenvolvimento psíquico acontece primeiro no plano social, para depois ser internalizado pelo sujeito. Por isso, conceitos como mediação, interação social e linguagem são centrais em sua teoria. É exatamente isso que o enunciado descreve ao falar de um homem como ser histórico-cultural, moldado pela cultura que ele próprio cria. Esse jeito de pensar é típico de Vygotsky e da tradição socio-histórica, muito cobrada em provas quando a banca quer ver se você confunde com abordagens mais voltadas ao comportamento, à cognição ou à psicologia social experimental. Então, o gabarito é a letra A: Lev Vygotsky, porque ele desenvolveu a abordagem socio-histórica que explica o sujeito como construção social e cultural, e não como algo fixo ou puramente individual.