Segundo a proposta de Enrique Pichon-Rivière, o grupo operativo é composto por pessoas reunidas com um objetivo comum, denominado de “grupo centrado na tarefa que tem por finalidade aprender a pensar em termos de resolução das dificuldades criadas e manifestadas no campo grupal”. De acordo com o autor mencionado, os três momentos de um grupo operativo são
- A)pré-tarefa, tarefa e projeto.
Correta, porque corresponde aos três momentos do grupo operativo em Pichon-Rivière: pré-tarefa, tarefa e projeto.
- B)pertença, pertinência e tele.
Errada, porque pertença, pertinência e tele são conceitos ligados à dinâmica grupal, mas não nomeiam os três momentos do grupo operativo.
- C)afiliação, aprendizagem e cooperação.
Errada, porque afiliação, aprendizagem e cooperação descrevem processos ou funções do grupo, não a sequência dos momentos operativos.
- D)aprendizagem, comunicação e finalidade.
Errada, porque aprendizagem, comunicação e finalidade são elementos importantes do funcionamento grupal, mas não a divisão clássica proposta por Pichon-Rivière.
- E)pré-projeto, vínculo e tele.
Errada, porque pré-projeto, vínculo e tele não constituem a tríade conceitual dos momentos do grupo operativo.
Gabarito: A
Para Enrique Pichon-Rivière, o grupo operativo não é apenas um conjunto de pessoas reunidas: ele existe em torno de uma tarefa, que funciona como eixo organizador do trabalho psíquico e relacional. A ideia central é que o grupo aprende ao enfrentar dificuldades reais do campo grupal, pensando e elaborando coletivamente as tensões que surgem no caminho. Os três momentos clássicos do grupo operativo são pré-tarefa, tarefa e projeto. Na pré-tarefa, aparecem resistências, ansiedades e dispersões que impedem o grupo de entrar de fato no trabalho. Na tarefa, o grupo consegue se implicar na resolução do problema comum. No projeto, o que foi aprendido se projeta para além da sessão, com maior autonomia e capacidade de ação. Por isso o gabarito é a letra A. Ela reproduz exatamente essa sequência conceitual de Pichon-Rivière, muito cobrada em Psicologia em concursos: primeiro a preparação e o enfrentamento das resistências, depois o trabalho propriamente dito, e por fim a abertura para novos desdobramentos do aprendizado grupal. Se você lembrar da lógica, fica fácil: o grupo não nasce resolvendo tudo de cara. Primeiro ele “engasga”, depois trabalha, e só então consegue transformar a experiência em projeto. É quase um roteiro de amadurecimento coletivo.