O Programa Nacional de Controle do Tabagismo oferece estratégias para abordagem e tratamento visando à cessação do vício. No protocolo clínico do programa, o tratamento não medicamentoso, baseado na terapia cognitivo-comportamental, tem o formato de aconselhamento estruturado com abordagem intensiva. De acordo com esse programa, nas sessões de aconselhamento programadas, cabe ao profissional abordar as seguintes discussões, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)A ambivalência quanto a parar de fumar.
Correta, porque a ambivalência é um tema clássico do aconselhamento para tabagismo e ajuda a fortalecer a motivação para parar.
- B)A prioridade da adesão ao tratamento medicamentoso.
Errada, porque a adesão ao tratamento medicamentoso não é o eixo do aconselhamento não medicamentoso, que foca estratégias comportamentais e cognitivas.
- C)As estratégias para superar a crise de abstinência.
Correta, pois o programa trabalha estratégias para lidar com a crise de abstinência e reduzir o desconforto da cessação.
- D)O estímulo à prática de exercícios de relaxamento.
Correta, já que exercícios de relaxamento são recursos úteis para manejo de ansiedade e fissura durante o processo de parar de fumar.
- E)A identificação das armadilhas que levam às recaídas.
Correta, porque identificar armadilhas de recaída é essencial na prevenção de recaídas no tratamento do tabagismo.
Gabarito: B
No Programa Nacional de Controle do Tabagismo, o tratamento sem medicamento usa a terapia cognitivo-comportamental em formato de aconselhamento estruturado e intensivo. A ideia é ajudar voce a sair do piloto automático do cigarro, entendendo os gatilhos, fortalecendo a decisão de parar e preparando estratégias para os momentos difíceis. Nessas sessões, costuma entrar tudo que ajuda na mudança de comportamento: ambivalência em parar de fumar, manejo da abstinência, técnicas de relaxamento e identificação das armadilhas que levam à recaída. Em resumo, o foco é construir repertório para enfrentar a fissura e manter a abstinência com mais segurança. O gabarito é a letra B porque a prioridade da adesão ao tratamento medicamentoso não é conteúdo típico do aconselhamento não medicamentoso. Esse ponto pertence ao tratamento farmacológico, que pode até ser associado ao programa, mas não é o centro das discussões previstas para a abordagem cognitivo-comportamental. Ou seja: a sessão orienta, apoia e treina habilidades. Ela não vira uma aula sobre remédio, e sim sobre mudança de hábito e prevenção de recaída. É a diferença entre “como parar de fumar” e “como usar a medicação” - cada coisa no seu quadrado.