A comunicação não violenta, metodologia desenvolvida pelo psicólogo Marshall Rosenberg, tem sido reconhecida como um método de resolução pacífica de conflitos em diferentes contextos. A comunicação não violenta tem como característica
- A)o emprego de palavras positivas ao se fazer a crítica construtiva da responsabilidade do oponente no conflito.
Errada, porque CNV não é fazer crítica ao outro com palavras positivas, e sim evitar julgamento e assumir a própria experiência.
- B)o uso de técnicas de sugestão com a finalidade de se atingir uma solução que atenda a todos os envolvidos.
Errada, pois a CNV não se baseia em técnicas de sugestão para convencer ninguém, mas em expressão honesta e empatia.
- C)a escolha de um árbitro imparcial para a escuta empática das razões de cada parte e para a decisão sobre a lide.
Errada, porque isso descreve mediação/ arbitragem de conflitos, não a lógica da comunicação não violenta.
- D)o reconhecimento da responsabilidade pessoal pelos próprios sentimentos, necessidades e comportamentos.
Certa, pois a CNV enfatiza assumir a responsabilidade pelos próprios sentimentos, necessidades e ações.
- E)a formulação de solicitações em linguagem abstrata e aberta permitindo que o outro faça sua própria interpretação.
Errada, porque a CNV pede clareza e especificidade nas solicitações, não linguagem abstrata e aberta que gere ambiguidade.
Gabarito: D
A comunicação não violenta (CNV), proposta por Marshall Rosenberg, é um jeito de conversar que busca reduzir hostilidade e aumentar a chance de entendimento real entre as pessoas. Em vez de atacar, rotular ou culpar, a ideia é observar o fato, reconhecer o que se sente, identificar a necessidade por trás desse sentimento e fazer um pedido claro. É quase um “desmonta o conflito sem jogar gasolina”. Na prática, a CNV valoriza a responsabilidade pessoal: cada pessoa fala a partir do que percebe, sente e precisa, sem colocar no outro a culpa pelos próprios estados internos. Isso é central no método e aparece de forma bem direta na alternativa D. Ou seja, o foco não é acusar o interlocutor, mas assumir a própria experiência e comunicar isso com honestidade e empatia. Por isso, a letra D está correta ao mencionar o reconhecimento da responsabilidade pessoal pelos próprios sentimentos, necessidades e comportamentos. Esse é um dos pilares da CNV, junto com observação sem julgamento, expressão autêntica e pedidos em vez de exigências. Em termos doutrinários, isso está ligado à lógica da escuta empática e da comunicação orientada para necessidades, não para culpa. As demais alternativas fogem da CNV e apontam para outras ideias, como persuasão, arbitragem ou linguagem vaga. Em prova, quando aparecer Rosenberg, pense: menos acusação, mais responsabilidade por si mesmo e mais clareza sobre o que você sente e precisa.