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Psicologia · FGV · 2022

Questão comentada de Psicologia

Os irmãos Jorge e Estela estão brigando por conta da situação da mãe senil, que não pode mais morar sozinha. Jorge se dispõe a pagar uma casa de repouso, mas Estela afirma que isso é abandono familiar e quer que ambos se revezem cuidando da idosa em suas respectivas casas. No caso em tela, o mediador de conflitos buscará:

Gabarito: C

Na mediação de conflitos, o foco não é dizer quem está certo ou errado, nem impor uma solução pronta. O mediador atua como terceiro imparcial para facilitar a comunicação, diminuir a escalada do conflito e ajudar as partes a construírem, por elas mesmas, uma saída possível e aceitável. É uma lógica bem diferente da do juiz: aqui não há sentença, há diálogo guiado. No caso, Jorge e Estela estão em disputa sobre o cuidado da mãe idosa. O mediador não vai escolher entre casa de repouso ou revezamento, muito menos decidir com base em "culpa" de um dos irmãos. O que ele faz é organizar a conversa, identificar interesses reais por trás das posições e abrir espaço para que os dois encontrem um acordo viável. Em conflito familiar, isso costuma ser ainda mais importante, porque a emoção vem com força total e atrapalha a conversa civilizada. Por isso, o gabarito é a letra C. O papel do mediador é intermediar o diálogo para a busca de uma solução consensual, preservando a autonomia das partes. Esse entendimento combina com a lógica da mediação prevista na Lei 13.140/2015, que privilegia a autocomposição, e com a ideia de métodos adequados de solução de conflitos, muito cobrada em Psicologia Jurídica. Em resumo: mediador não julga, não escolhe vencedor e não substitui a vontade dos envolvidos. Ele ajuda a conversa a acontecer de modo produtivo, para que a solução nasça das próprias partes, e não de uma imposição externa.

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