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Psicologia · FGV · 2022

Questão comentada de Psicologia

As alternativas penais instituídas pela Política Nacional de Alternativas Penais só NÃO abrangem:

Gabarito: E

A Política Nacional de Alternativas Penais organiza medidas para reduzir o uso excessivo da prisão e ampliar respostas penais mais adequadas, proporcionais e menos encarceradoras. A lógica aqui é simples: nem todo conflito penal precisa terminar em cadeia, e o sistema deve reservar a prisão para situações em que ela realmente se mostre necessária. Por isso, entram nesse guarda-chuva as penas restritivas de direitos, os institutos despenalizadores como a transação penal e a suspensão condicional do processo, além de mecanismos consensuais e restaurativos, como conciliação, mediação e justiça restaurativa. Também podem aparecer medidas protetivas de urgência, especialmente quando há proteção da vítima envolvida. A grande sacada da questão está em perceber que a Política Nacional de Alternativas Penais é justamente o oposto da lógica de encarceramento como primeira resposta. Ela trabalha com alternativas à prisão, não com a prisão em si. Assim, o gabarito é a letra E, porque penas privativas de liberdade não integram o rol de alternativas penais. Em termos práticos: se é pena de prisão, não é alternativa penal; é a medida tradicional que a política busca substituir ou restringir ao máximo. Esse raciocínio é compatível com a lógica da Resolução CNJ nº 288/2019, que orienta a política nacional sobre o tema.

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