Para a terapia familiar sistêmica:
- A)a família é como um sistema ativo regulado por regras impermeáveis e permanentes;
Errada, porque a terapia sistêmica entende as regras familiares como padrões relacionais dinâmicos, não como algo impermeável e permanente.
- B)a família é a soma de uma série de comportamentos individuais desligados entre si;
Errada, porque a família não é vista como soma de comportamentos individuais isolados, mas como um conjunto interdependente.
- C)a terapia é um processo transformador curativo na medida em que redefine corretamente os papéis familiares;
Errada, porque a terapia sistêmica não se baseia em apenas “corrigir” papéis familiares, embora possa trabalhar reorganizações relacionais.
- D)a família é um sistema aberto, social e auto-organizado constituído por várias unidades ligadas no conjunto;
Certa, porque define adequadamente a família como sistema aberto, social e auto-organizado, formado por unidades interligadas.
- E)o terapeuta é um observador neutro que interpreta o sistema familiar pelo funcionamento inconsciente de cada membro da família.
Errada, porque o terapeuta sistêmico não atua como observador neutro do inconsciente individual, e sim como alguém que analisa padrões de interação do sistema.
Gabarito: D
Na terapia familiar sistêmica, a família não é vista como uma soma de indivíduos isolados, mas como um sistema em interação constante. Ou seja, o comportamento de um membro afeta os outros, e o grupo também influencia cada pessoa de volta, num vai e vem típico de sistema vivo. Por isso, a ideia central é observar padrões de relação, comunicação, alianças, fronteiras e regras do funcionamento familiar. Esse modelo entende a família como um sistema aberto, social e auto-organizado, em contato com o ambiente e sujeito a mudanças. Em vez de procurar um “culpado” ou reduzir tudo ao inconsciente individual, a abordagem sistêmica foca no conjunto e nas interações. É quase como olhar a família como uma engrenagem: se uma peça muda, o restante também sente. Por isso o gabarito é a letra D. Ela descreve corretamente a família como um sistema aberto, social e auto-organizado, constituído por várias unidades ligadas entre si. Essa formulação é coerente com a teoria geral dos sistemas aplicada à psicoterapia familiar, especialmente em autores clássicos como Minuchin, Bowen e Watzlawick, que enfatizam padrões relacionais e circularidade, e não explicações lineares do tipo “um causa o outro”. Em provas, desconfie de alternativas que falam em regras fixas, membros desligados entre si ou terapeuta como intérprete neutro do inconsciente individual. Na terapia sistêmica, o foco é relacional, dinâmico e contextual. O sintoma de uma pessoa costuma ser lido dentro da dança familiar, e não como um problema solto no ar.