No período pós-parto, delírios ou alucinações com ruptura com a realidade caracterizam
- A)a depressão pós-parto.
Errada: depressão pós-parto pode ter tristeza intensa, culpa e apatia, mas não se define por delírios ou alucinações.
- B)o baby blues.
Errada: baby blues é um quadro leve e autolimitado, com labilidade emocional, sem ruptura com a realidade.
- C)o blues puerperal.
Errada: blues puerperal é apenas outra forma de se referir ao baby blues, também sem sintomas psicóticos.
- D)a disforia puerperal.
Errada: disforia puerperal indica irritabilidade e desânimo no pós-parto, mas não envolve perda de contato com a realidade.
- E)a psicose puerperal.
Certa: psicose puerperal é o quadro pós-parto com delírios e/ou alucinações, caracterizando ruptura com a realidade.
Gabarito: E
No pós-parto, nem toda alteração de humor é igual. Existe um espectro que vai do "baby blues" - aquela tristeza leve e transitória - até quadros mais graves, com prejuízo importante do contato com a realidade. A questão fala justamente de delírios e alucinações, ou seja, sintomas psicóticos: a pessoa pode ouvir, ver ou acreditar em coisas que não correspondem ao real. Quando há ruptura com a realidade no período puerperal, o quadro clássico é a psicose puerperal. Ela costuma surgir nas primeiras semanas após o parto e é uma urgência psiquiátrica, porque há risco para a mãe e para o bebê. Diferente de um simples desânimo ou choro fácil, aqui o pensamento e a percepção ficam profundamente alterados. Por isso o gabarito é a letra E. As outras alternativas descrevem variações de humor ou depressão pós-parto, mas nenhuma delas pressupõe, por definição, delírios ou alucinações. Em provas, a pista é simples: se aparecer ruptura com a realidade, pense em psicose, não em tristeza pós-parto comum. Em termos doutrinários, a distinção central é entre transtornos do humor do puerpério e quadros psicóticos puerperais, sendo estes últimos os que trazem perda de crítica da realidade e exigem intervenção imediata.