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Psicologia · FGV · 2022

Questão comentada de Psicologia

Alexandra, 3 anos, foi levada por sua mãe, Rebeca, para o hospital, pois teria apresentado sonolência excessiva, dor abdominal e sangramentos nasais. Após cuidadosa avaliação e acompanhamento da criança, verificou-se que a mãe da menina estaria injetando medicamentos na filha, que foram a razão do surgimento dos sintomas de Alexandra. A dinâmica em análise é compatível com os sintomas de:

Gabarito: C

Aqui a ideia central é entender a diferença entre um transtorno que afeta a própria pessoa e uma situação em que alguém provoca ou inventa sintomas em outra. Na Psicologia da Saúde, isso aparece muito em casos de simulação, transtornos factícios e abuso por cuidador, que costumam confundir mesmo porque o quadro clínico parece “do nada”. No caso narrado, a mãe está injetando medicamentos na filha e, com isso, produzindo sintomas reais na criança. Ou seja, a vítima é Alexandra, mas a origem do adoecimento está no comportamento da cuidadora. Isso é clássico de síndrome de Münchausen por procuração, também chamada de transtorno factício imposto a outro, em que o cuidador falsifica, exagera ou causa sinais e sintomas em uma pessoa sob seus cuidados para assumir o papel de responsável por uma criança doente. O ponto-chave é que não se trata de a própria mãe ter sintomas psiquiátricos “em si”, mas de provocar doença na criança para chamar atenção, obter cuidado médico ou se colocar no centro da situação. Em provas, a palavra-chave costuma ser exatamente essa: um adulto induzindo sintomas em terceiro dependente, principalmente filho pequeno. Por isso o gabarito é C. As demais alternativas falam de quadros psiquiátricos que não explicam a dinâmica descrita. Em termos doutrinários, a literatura psiquiátrica classifica isso como transtorno factício imposto a outro, e o cuidado aqui é perceber que há um sofrimento real na vítima, mesmo que a intenção do cuidador seja psicológica e manipulativa.

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