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Psicologia · FGV · 2021

Questão comentada de Psicologia

João e Maria são separados e possuem filhos em comum. O pai almeja pleitear a guarda compartilhada, tendo em mente a divisão igual do tempo de convivência com os filhos. A mãe recusa a ideia de guarda compartilhada e, por isso, proíbe a escola de prestar qualquer informação sobre os filhos para o pai. De acordo com a Lei nº 13.058, de 22 de dezembro de 2014, que estabelece o significado da expressão “guarda compartilhada” e dispõe sobre sua aplicação, é correto afirmar que:

Gabarito: A

A Lei nº 13.058/2014 reforçou a guarda compartilhada como regra no sistema brasileiro, sempre buscando o melhor interesse da criança e do adolescente. Nessa modalidade, os dois genitores continuam participando das decisões importantes da vida dos filhos, mesmo que não haja convivência igualitária de tempo. Ou seja, guarda compartilhada não significa, necessariamente, “meio a meio” no relógio, mas sim divisão equilibrada de responsabilidades e convivência conforme as condições concretas e o interesse dos menores. No caso da questão, o ponto central está na ideia de que o tempo de convivência deve ser organizado de forma equilibrada entre mãe e pai, levando em conta as condições fáticas e os interesses dos filhos. É exatamente isso que a lei prevê ao tratar da guarda compartilhada: responsabilidade conjunta e convivência balanceada, sem transformar a criança em objeto de disputa de agenda. Além disso, a lei prevê que, na guarda compartilhada, ambos os pais têm direito de supervisionar os interesses dos filhos e de obter informações, inclusive escolares, médicas e de outras áreas relevantes. Por isso, a tentativa da mãe de impedir a escola de informar o pai não encontra amparo legal. A norma busca justamente impedir que um genitor exclua o outro da vida do filho. Em termos práticos, a guarda compartilhada valoriza cooperação, diálogo e corresponsabilidade. Quando isso falha, o juiz não escolhe o “pai mais apto” como regra geral, mas organiza a convivência e a proteção da criança conforme o caso concreto, sempre guiado pelo melhor interesse do menor.

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