Em seus primórdios, a Psicologia Jurídica esteve ligada:
- A)à psicologia da Gestalt;
Errada, porque a Psicologia Jurídica não surgiu historicamente ligada à Gestalt, mas ao estudo da prova e do depoimento humano.
- B)à psicologia experimental;
Errada, porque a psicologia experimental foi importante para a ciência psicológica, mas não é a base histórica específica dos primórdios da Psicologia Jurídica.
- C)à psicologia do testemunho;
Certa, porque os primórdios da Psicologia Jurídica se relacionam à psicologia do testemunho e à análise da confiabilidade do relato em juízo.
- D)à psicanálise;
Errada, porque a psicanálise influenciou outras áreas da Psicologia, mas não é a origem clássica da Psicologia Jurídica.
- E)ao psicodrama.
Errada, porque o psicodrama tem aplicação posterior em contextos clínicos e institucionais, não sendo o marco inicial da Psicologia Jurídica.
Gabarito: C
A Psicologia Jurídica nasce, nos seus primórdios, muito ligada ao estudo da prova testemunhal, isto é, à forma como a pessoa percebe, memoriza e relata fatos em juízo. Faz sentido: antes de a área ganhar o desenho mais amplo de hoje, a grande preocupação era saber se o depoimento humano era confiável ou se a memória podia pregar peças. E, sinceramente, a memória não é uma câmera de segurança muito confiável. Por isso, a chamada psicologia do testemunho foi o primeiro grande campo de aproximação entre Psicologia e Direito. Ela investigava temas como percepção, lembrança, sugestão e erro no relato, ajudando a entender por que testemunhas podem se confundir, completar lacunas ou até reproduzir informações influenciadas por terceiros. Esse é exatamente o motivo de o gabarito ser a letra C. A Psicologia Jurídica, em sua origem histórica, não começou pela Gestalt, pela psicanálise ou por outras correntes clínicas, mas pelo interesse prático do Judiciário na confiabilidade do testemunho e na produção da prova. Hoje a Psicologia Jurídica é bem mais ampla, envolvendo família, infância, violência, execução penal, avaliação psicológica e perícias. Mas, quando a banca pergunta sobre os primórdios da área, a pista costuma apontar para o testemunho e a prova, que foi a porta de entrada clássica dessa relação entre Psicologia e Direito.