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Psicologia · FGV · 2021

Questão comentada de Psicologia

Magali é psicóloga aprovada recentemente no concurso do TJRO e, em entrevista com família em processo de Vara de Família, teve acesso a informações que não guardam qualquer relação com o conteúdo do processo judicial. Segundo a Resolução CFP nº 007/2003, Magali deve:

Gabarito: B

Na Psicologia Jurídica, principalmente em Vara de Família, voce pode até receber informações sensíveis, mas isso nao autoriza sair contando tudo no papel. A Resolução CFP nº 007/2003, que orienta a elaboração de documentos psicológicos, reforça que o psicólogo deve registrar apenas o que for necessário, pertinente e relacionado à demanda, preservando o sigilo profissional. Em outras palavras: nem tudo o que a família diz vira conteúdo do relatório. Se a informação nao guarda relação com o objeto da perícia ou do atendimento judicial, ela deve ser mantida sob reserva, porque o documento psicológico nao é um "diário completo do atendimento". O foco é responder à questão profissional sem expor o que é estranho ao processo. Por isso, o gabarito é a letra B. Ela traduz exatamente a lógica ética e técnica da Resolução CFP nº 007/2003: nos documentos, o psicólogo relata só o que for atinente ao processo, com linguagem objetiva, técnica e respeitando o sigilo. O restante fica fora, salvo situações excepcionais previstas em lei ou em dever ético específico. Esse cuidado protege a intimidade da pessoa atendida e evita que o documento vire fonte de exposição indevida. Em prova, sempre desconfie de alternativas que prometem "contar tudo" ou "levar tudo ao juiz": isso costuma contrariar o sigilo e o princípio da pertinência.

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