Assinale a alternativa correta a respeito da depressão no idoso.
- A)É aconselhável observar se realmente é um quadro depressivo, uma vez que a velhice apresenta características similares a este quadro em seu processo de envelhecimento saudável.
Errada: o envelhecimento saudável pode trazer mudanças naturais, mas não deve ser usado como justificativa para relativizar sintomas depressivos sem avaliação adequada.
- B)Delírios e alucinações são sintomas típicos de depressão no idoso.
Errada: delírios e alucinações não são sintomas típicos de depressão no idoso, embora possam aparecer em quadros depressivos graves com sintomas psicóticos.
- C)No processo de envelhecimento feminino é frequente no quadro depressivo da distimia.
Errada: a distimia não é um fenômeno específico do envelhecimento feminino e a alternativa generaliza de forma imprecisa o quadro depressivo.
- D)Há que se considerar o histórico familiar prévio de doenças e certificar-se de que o processo depressivo é concomitante ao transtorno obsessivo-compulsivo.
Errada: histórico familiar é relevante, mas não há base para vincular necessariamente a depressão concomitante ao transtorno obsessivo-compulsivo.
- E)O profissional deve investigar dados relacionados a quadros depressivos prévios, história pessoal e considerar a psicoterapia como uma opção para o tratamento concomitante às medidas farmacológicas, bem como à prática regular de exercícios físicos.
Certa: a conduta recomendada inclui investigar histórico pessoal e episódios prévios, além de considerar psicoterapia, medicação e exercícios físicos como parte do cuidado integrado.
Gabarito: E
A depressão no idoso merece atenção porque, muitas vezes, ela pode ser confundida com mudanças esperadas do envelhecimento, como lentificação, queixas de memória, cansaço ou diminuição do interesse. Mas envelhecer não significa, por si só, ficar deprimido. O ponto central é investigar com cuidado o histórico da pessoa, sintomas prévios, funcionamento atual e contexto de vida, para separar o que é envelhecimento saudável do que pode ser um transtorno depressivo. No idoso, a avaliação deve ser bem completa: história pessoal e familiar, presença de episódios depressivos anteriores, uso de medicamentos, doenças clínicas e impacto funcional. Também é importante lembrar que a depressão pode aparecer com sintomas menos “clássicos”, como perda de prazer, irritabilidade, apatia e queixas somáticas. Em alguns casos, o tratamento precisa combinar psicoterapia, acompanhamento médico, medicação e estímulo à atividade física, porque isso ajuda muito na recuperação global. É por isso que o gabarito é a letra E. Ela acerta ao dizer que o profissional deve investigar dados de quadros depressivos prévios e história pessoal, além de considerar a psicoterapia como uma opção associada às medidas farmacológicas e à prática regular de exercícios físicos. Isso está alinhado com a abordagem biopsicossocial da saúde, muito usada na Psicologia da Saúde e na atenção ao idoso. Em resumo: no idoso, a ideia não é sair carimbando tudo como “idade”, nem tratar depressão como algo isolado. O melhor caminho é olhar a pessoa inteira, com escuta clínica, avaliação cuidadosa e intervenção integrada.