Joana, 38 anos, não tem filhos, está passando por uma crise conjugal. Há seis meses apresenta crises de choro, sente-se frequentemente triste e sem energia, com baixa libido e sem interesse em suas atividades diárias, e com dificuldade em dormir. Não tem se alimentado bem, já teve vontade de desistir de tudo e acredita que nunca mais será a mesma. De acordo com DSM-V, Joana pode ser diagnosticada com o Transtorno
- A)Depressivo Maior.
Correta, porque há humor deprimido, anedonia, alterações de sono e apetite, baixa energia e ideação de desistência, com duração suficiente para Episódio Depressivo Maior.
- B)Bipolar.
Errada, porque não há descrição de episódio de mania ou hipomania, que é indispensável para transtorno bipolar.
- C)Disfórico Pré-menstrual.
Errada, porque o transtorno disfórico pré-menstrual depende de sintomas ligados ao ciclo menstrual, o que não aparece no caso.
- D)Depressivo induzido por substância.
Errada, porque o enunciado não relaciona os sintomas ao uso de substância ou medicamento.
- E)Depressivo Persistente.
Errada, porque o transtorno depressivo persistente exige humor deprimido crônico por pelo menos 2 anos, e aqui o quadro tem 6 meses.
Gabarito: A
O quadro descrito é bem típico de Episódio Depressivo Maior no DSM-5: humor deprimido, perda de interesse ou prazer, baixa energia, alteração do sono, apetite prejudicado e até ideia de desistir de tudo. Quando esses sintomas duram pelo menos 2 semanas e causam prejuízo, o manual aponta para transtorno depressivo maior, e no caso da Joana a duração de 6 meses deixa isso ainda mais evidente. Em prova, observe que não basta estar triste por uma situação difícil, como a crise conjugal: o que importa é a intensidade, a quantidade de sintomas e o impacto funcional. O DSM-5 organiza isso dentro dos transtornos depressivos, e o quadro apresentado encaixa-se diretamente nesse diagnóstico.