De acordo com Rozestraten (1988), a Psicologia do Trânsito pode ser definida como
- A)a ciência que estuda a relação subjetiva entre pedestres, motoristas e sinalizações de trânsito.
Errada, porque reduz a Psicologia do Trânsito à relação subjetiva entre pessoas e sinalizações, o que não traduz a definição doutrinária clássica.
- B)uma área da Psicologia que tem estreita relação com a avaliação psicológica e utiliza a pesquisa experimental para definir seus objetos de pesquisa.
Errada, porque aproxima o tema da avaliação psicológica, mas Rozestraten define a área pelo estudo do comportamento no trânsito, não pela técnica de avaliação.
- C)o estudo do trabalho do psicólogo para contribuir com a diminuição de acidentes.
Errada, porque fala da atuação do psicólogo e da redução de acidentes, mas isso é consequência prática, não a definição conceitual da área.
- D)a ciência que estuda as legislações de trânsito e seu impacto no comportamento dos motoristas e pedestres.
Errada, porque trata do estudo das leis de trânsito, o que é assunto jurídico e não a definição psicológica proposta por Rozestraten.
- E)o estudo dos comportamentos-deslocamentos no trânsito e suas causas.
Certa, porque expressa exatamente a ideia de estudar os comportamentos-deslocamentos no trânsito e suas causas.
Gabarito: E
Para Rozestraten (1988), a Psicologia do Trânsito não fica só olhando placas, multas ou regras do CTB. Ela estuda, principalmente, o comportamento das pessoas no sistema de trânsito, isto é, como elas se deslocam, agem e reagem nesse ambiente, e quais são as causas desses comportamentos. Em outras palavras, o foco está no comportamento-deslocamento: por que o pedestre atravessa fora da faixa, por que o motorista assume riscos, por que alguém reage com agressividade no volante. A ideia é entender o trânsito como um fenômeno humano, e não apenas como um conjunto de normas e vias. Por isso, a alternativa correta é a que fala no estudo dos comportamentos-deslocamentos no trânsito e de suas causas. Esse recorte é bem característico da doutrina de Rozestraten, que trata o trânsito como campo de estudo psicológico voltado à compreensão do agir humano nesse contexto. As demais opções tentam puxar o tema para avaliação psicológica, legislação ou atuação profissional do psicólogo, mas isso é apenas parte do cenário. A definição cobrada na questão é mais ampla e mais fiel ao enfoque comportamental proposto por Rozestraten.