É caracterizada pelo comportamento recorrente de arrancar os próprios cabelos resultando em perda de cabelo e tentativas repetidas de reduzir ou parar de arrancá-los. A descrição acima se encaixa no quadro de:
- A)Transtorno obsessivo compulsivo
Errada, porque o transtorno obsessivo compulsivo envolve obsessões e compulsões mais amplas, não especificamente o ato recorrente de arrancar cabelos.
- B)Transtorno dismórfico corporal
Errada, porque o transtorno dismórfico corporal se relaciona à preocupação excessiva com defeitos na aparência, e não ao arrancamento repetitivo dos fios.
- C)Transtorno de escoriação
Errada, porque o transtorno de escoriação é marcado por cutucar, arranhar ou lesionar a pele, não por arrancar cabelos.
- D)Tricotilomania
Certa, porque descreve exatamente o comportamento recorrente de arrancar os próprios cabelos, com perda capilar e dificuldade de interromper o ato.
Gabarito: D
A descrição fala de um comportamento repetitivo de arrancar os próprios cabelos, com perda capilar e tentativa de diminuir ou parar o ato. Isso é a assinatura da tricotilomania, um transtorno relacionado ao controle de impulsos e aos transtornos obsessivo-compulsivos e relacionados no DSM-5-TR. Em prova, a pista costuma vir quase pronta: cabelo + arrancar + repetição + prejuízo = acende a luz da tricotilomania. O ponto central aqui é que não se trata de preocupação com a aparência nem de lesão por coçar a pele. O núcleo do problema é o ato de puxar os fios, muitas vezes de forma automática ou em momentos de tensão, alívio ou tédio. Depois vem o arrependimento, a falha em controlar e a tentativa de parar, que quase sempre aparece no enunciado para reforçar o diagnóstico. O gabarito D está correto porque a tricotilomania é justamente definida por arrancar cabelos de forma recorrente, causando perda de cabelo, com repetidas tentativas de reduzir ou cessar o comportamento. É aquele quadro em que a pessoa não está apenas "mexendo no cabelo" - está praticando um comportamento compulsivo de arrancamento com impacto clínico real. Aproveitando a lógica da classificação, o DSM-5-TR coloca a tricotilomania ao lado do transtorno de escoriação e de outros transtornos obsessivo-compulsivos e relacionados. Em linguagem de concurso, se a questão falar em arrancar cabelo, pense primeiro em tricotilomania; se falar em cutucar/arranhar a pele, aí o caminho muda.