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Psicologia · CPCON · 2021

Questão comentada de Psicologia

Para Santos (1982), Rogers não se preocupou em estabelecer uma diferenciação entre aconselhamento e psicoterapia por não diferenciar doenças de perturbações não patológicas. Essa é uma das razões pelas quais o autor não se preocupava com a questão do (a)

Gabarito: C

Carl Rogers, na abordagem humanista, enxergava a pessoa de forma global e não gostava de separar com rigidez problemas "normais" e "patológicos". Para ele, o foco estava na experiência subjetiva do cliente, na relação terapêutica e nas condições facilitadoras, como empatia, aceitação positiva incondicional e congruência. Por isso, Rogers não fazia muita questão de distinguir aconselhamento de psicoterapia como campos totalmente separados. Se o sofrimento humano não era visto por ele como uma doença a ser rotulada de forma fechada, então a ênfase deixava de estar em classificar e passava a estar em compreender a pessoa e sua tendência ao crescimento. É exatamente aí que entra o gabarito: ele não se preocupava com o diagnóstico. A ideia é que, na perspectiva rogeriana, o rótulo diagnóstico tem menos valor do que a compreensão fenomenológica da experiência do cliente. Em outras palavras, menos carimbo e mais escuta qualificada. Essa visão é coerente com a Psicologia Humanista e com a centralidade da relação terapêutica em Rogers, em oposição a modelos mais medicalizantes ou classificatórios.

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