A Política Nacional de Humanização (2003) buscou pôr em prática os princípios e filosofia do Sistema Único de Saúde – SUS com o objetivo de mudança na maneira de gerir e cuidar na rede de saúde. Há um conjunto de diretrizes que norteiam esta política e, uma delas, é a Gestão Participativa e Cogestão. Assim, assinale e alternativa em que NÃO está denotado um tipo de arranjo de trabalho desta diretriz.
- A)Fórum de saúde.
Errada, porque "fórum de saúde" não é um arranjo de trabalho típico da diretriz de Gestão Participativa e Cogestão da PNH.
- B)Colegiados gestores da Unidade de Saúde.
Certa, pois os colegiados gestores da unidade são um dispositivo clássico de cogestão e participação no serviço.
- C)Câmaras técnicas de humanização.
Certa, porque câmaras técnicas de humanização integram os arranjos organizativos da PNH.
- D)Gerência de porta aberta.
Certa, já que a gerência de porta aberta remete a uma gestão mais acessível e participativa, compatível com a humanização.
- E)Mesas de negociação permanente.
Certa, pois as mesas de negociação permanente são instrumentos de diálogo e pactuação na gestão do SUS.
Gabarito: A
A Política Nacional de Humanização (PNH), lançada em 2003 pelo Ministério da Saúde, tenta colocar em prática a ideia de um SUS mais acolhedor, mais compartilhado e menos vertical. Dentro disso, a diretriz de Gestão Participativa e Cogestão valoriza espaços em que trabalhadores, gestores e usuários discutem, decidem e acompanham o cuidado e a organização do serviço. Na prática, essa diretriz aparece em arranjos como colegiados gestores, câmaras técnicas de humanização, mesas de negociação permanente e outros dispositivos de participação no cotidiano da unidade. A lógica é simples: ninguém cuida sozinho, e ninguém gere saúde pública como se fosse uma empresa fechada. A alternativa A, porém, fala em "fórum de saúde", que é um espaço mais amplo de debate social e controle social, mas não corresponde ao nome de um arranjo de trabalho típico descrito na diretriz de Gestão Participativa e Cogestão da PNH. Por isso, ela é a que NÃO está denotada como arranjo dessa diretriz. Então, o ponto da questão é reconhecer os dispositivos formais da cogestão na PNH. Quem confunde participação social ampla com arranjo interno de gestão costuma cair nessa.