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Psicologia · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Psicologia

Durante um atendimento psicológico, a psicóloga acompanhou uma mulher cisgênero que relatou sofrer violência psicológica em seu relacionamento conjugal. Essa psicóloga percebeu que a cliente demonstrava grande dificuldade em romper o vínculo abusivo devido à dependência financeira. Além disso, expressou receio de ser julgada e patologizada por sua situação. De acordo com a Resolução CFP nº 8/2020, a psicóloga, nesse caso, deverá:

Gabarito: B

A Resolução CFP nº 8/2020 orienta a atuação da psicologia em situações de violência contra mulheres com foco em direitos humanos, acolhimento e não discriminação. Em vez de tratar a pessoa como problema, a psicóloga deve construir um espaço seguro, escutar sem julgamento e respeitar o tempo e as escolhas da cliente. Isso faz toda a diferença quando há dependência financeira, medo e sensação de prisão no vínculo abusivo. Nesses casos, a intervenção não é empurrar a pessoa para uma decisão imediata, mas fortalecer sua autonomia e sua rede de apoio, sem pressionar, culpar ou patologizar. A ideia é evitar qualquer forma de revitimização, isto é, repetir no atendimento a violência simbólica que a cliente já sofre no relacionamento e na sociedade. Por isso, o gabarito é a letra B. Ela traduz exatamente o que a resolução busca: postura acolhedora, respeito à singularidade da mulher e atuação ética para não reproduzir estigmas. A psicóloga não deve transformar vulnerabilidade social em diagnóstico moral ou clínico, nem agir como se a saída do relacionamento fosse simples e automática. Em resumo: na violência psicológica, o papel da psicóloga é proteger, escutar e fortalecer, e não julgar, rotular ou apressar decisões.

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