A movimentação e a captação de pessoas são processos de gestão de pessoas que envolvem a atração, a seleção, a integração, o desenvolvimento e a retenção de talentos nas organizações. Esses processos são fundamentais para garantir a competitividade e a sustentabilidade das organizações, pois permitem alinhar as competências das pessoas aos objetivos estratégicos da organização, bem como promover a satisfação e o engajamento dos colaboradores. No entanto, esses processos também devem considerar a ética do psicólogo, quando ele é o profissional responsável por planejar, executar e avaliar essas atividades, visto que abrange um conjunto de princípios e normas que orientam a sua atuação profissional, visando garantir o respeito à dignidade, à liberdade e à diversidade humana, bem como o compromisso com a promoção da saúde e da qualidade de vida das pessoas. Trata-se de uma conduta ética do psicólogo nos processos de movimentação e captação de pessoas de forma correta:
- A)Utilizar testes psicológicos validados pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), e aplicá-los somente em situações que sejam pertinentes aos objetivos da avaliação.
Certa, porque o uso de testes validados pelo CFP e somente quando pertinentes ao objetivo da avaliação respeita a técnica e a ética profissional.
- B)Indicar candidatos ou colaboradores para as vagas disponíveis na organização com base em critérios subjetivos ou pessoais, sem considerar as competências requeridas.
Errada, porque critérios subjetivos ou pessoais violam a impessoalidade, a competência técnica e podem gerar discriminação.
- C)Divulgar os resultados das avaliações psicológicas para os gestores da organização e para os candidatos ou colaboradores, sem necessidade de sigilo ou consentimento.
Errada, porque os resultados psicológicos não podem ser divulgados livremente; há dever de sigilo e limites éticos para o compartilhamento.
- D)Excluir candidatos ou colaboradores dos processos de movimentação e captação de pessoas com base no seu instrumental de excelência profissional, embora possa estar suscetível a preconceitos ou discriminações de qualquer natureza.
Errada, porque excluir pessoas com base em preconceitos ou discriminações contraria frontalmente a ética profissional e o respeito à dignidade humana.
Gabarito: A
Em processos de movimentação e captação de pessoas, o psicólogo precisa unir técnica e ética. Não basta "escolher quem parece bom" ao olho nu: a atuação deve ter critério, fundamento científico e respeito aos direitos das pessoas avaliadas. É aí que entram os testes psicológicos, entrevistas, observações e outros instrumentos, sempre usados com finalidade clara e pertinente ao objetivo da avaliação. O gabarito está na alternativa A porque ela descreve exatamente uma conduta compatível com o Código de Ética Profissional do Psicólogo e com as regras do CFP sobre avaliação psicológica. O psicólogo deve usar instrumentos validados pelo Conselho Federal de Psicologia e aplicá-los apenas quando forem realmente necessários para aquele contexto. Isso evita abuso, arbitrariedade e aquele clássico "teste por teste", que não ajuda ninguém. Além disso, a ética profissional exige responsabilidade técnica, sigilo e não discriminação. Em recrutamento, seleção e movimentação interna, a decisão não pode ser baseada em preferência pessoal, preconceito ou exposição indevida de resultados. A avaliação psicológica deve servir para ampliar a compreensão do caso, e não para rotular ou constranger candidatos e colaboradores. Em resumo: o psicólogo age corretamente quando usa instrumentos adequados, com finalidade legítima e respeito à dignidade da pessoa. A base disso está no Código de Ética Profissional do Psicólogo (Resolução CFP nº 010/2005) e nas normas do CFP sobre avaliação psicológica e uso de testes.