Joana é uma cliente que procura terapia centrada na pessoa para lidar com sua baixa autoestima e dificuldade de relacionamento. Durante as sessões, ela se sente acolhida e compreendida pelo terapeuta, que demonstra interesse genuíno por sua história e sentimentos. Joana percebe que o terapeuta não a julga nem a critica. Ela também nota que o terapeuta não lhe dá conselhos nem sugestões, mas sim reflete o que ela diz e a ajuda a se conectar com suas próprias emoções e sensações. Com o tempo, Joana começa a se sentir mais confiante e capaz de tomar decisões por si mesma. Neste caso, o terapeuta de Joana está aplicando os princípios da terapia centrada na pessoa, segundo Carl Rogers. Esses princípios são:
- A)Condições de valor; consideração de si; e, defesa.
Errada, porque condições de valor, consideração de si e defesa não são os princípios centrais da terapia centrada na pessoa.
- B)Tendência de atualização; autoconceito; e, incongruência.
Errada, porque tendência de atualização, autoconceito e incongruência são conceitos importantes em Rogers, mas não são os três princípios clássicos cobrados como base da relação terapêutica.
- C)Empatia; consideração positiva incondicional; e, congruência.
Certa, porque empatia, consideração positiva incondicional e congruência são os pilares da abordagem rogeriana.
- D)Exploração de experiências; focalização; e, expressão criativa.
Errada, porque exploração de experiências, focalização e expressão criativa não correspondem aos princípios básicos da terapia centrada na pessoa.
Gabarito: C
A terapia centrada na pessoa, de Carl Rogers, parte da ideia de que o ser humano tem capacidade de crescer e se desenvolver quando encontra um clima relacional adequado. Em vez de o terapeuta “mandar” na sessão, ele oferece uma relação acolhedora, autêntica e sem julgamentos, para que a pessoa se escute melhor e encontre seus próprios caminhos. Os três pilares clássicos dessa abordagem são: empatia, consideração positiva incondicional e congruência. Empatia é compreender o mundo interno do cliente como ele o vive; consideração positiva incondicional é aceitar a pessoa sem críticas ou condições; congruência é a autenticidade do terapeuta, isto é, ele ser genuíno na relação. No caso de Joana, o enunciado descreve exatamente isso: ela se sente compreendida, não julgada, e o terapeuta não dá conselhos prontos, mas reflete e ajuda na conexão com emoções e sensações. Isso é bem Rogers na veia, com foco na autonomia e no autoconhecimento do cliente. Por isso, o gabarito é a letra C. As três características citadas na alternativa são justamente os princípios centrais da terapia centrada na pessoa e aparecem de forma direta no comportamento do terapeuta descrito na questão.