O modelo transteórico de mudança, desde a década de 1980, vem se tornando referência para apreender e descrever a mudança de comportamento, inclusive nos processos psicoterápicos dirigidos às pessoas com dependência de substâncias. De acordo com o esse modelo, o momento em que a pessoa reconhece que tem um problema e começa a considerar a possibilidade de mudar refere-se ao estágio da:
- A)Ação.
Errada, porque ação é a fase em que a mudança já está sendo colocada em prática, não apenas cogitada.
- B)Preparação.
Errada, porque preparação vem depois da contemplação, quando a pessoa já decidiu mudar e se organiza para isso.
- C)Contemplação.
Certa, porque na contemplação a pessoa reconhece o problema e começa a considerar a possibilidade de mudar.
- D)Pré-contemplação.
Errada, porque na pré-contemplação ainda não há reconhecimento claro do problema nem intenção de mudança.
Gabarito: C
O modelo transteórico de mudança explica que a transformação de comportamento não acontece de uma vez, como um clique mágico, mas por etapas. Ele é muito usado em dependência de substâncias porque ajuda a entender em que ponto a pessoa está e qual intervenção faz mais sentido naquele momento. As fases mais lembradas são: pré-contemplação, contemplação, preparação, ação e manutenção. Na pré-contemplação, a pessoa ainda não admite o problema ou não pensa em mudar. Já na contemplação, ela percebe que existe um problema e começa a pesar os prós e contras da mudança. É exatamente esse o ponto cobrado na questão: quando a pessoa reconhece a dificuldade e passa a considerar mudar, ela está na contemplação. A preparação vem depois, quando a pessoa já decide mudar e começa a se organizar para isso. A ação é quando a mudança realmente entra em prática, com atitudes concretas. Então, cuidado com a ordem: perceber o problema e pensar na mudança ainda não é agir, é só começar a sair da negação e entrar na reflexão. Esse modelo foi proposto por Prochaska e DiClemente e virou referência justamente por mostrar que a adesão ao tratamento costuma ser gradual, e não linear. Em prova, a banca gosta de trocar os degraus da escada: a descrição do enunciado aponta para o estágio em que a pessoa já reconhece a questão e cogita mudar, o que corresponde à contemplação.