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Psicologia · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Psicologia

Privacidade e sigilo são princípios norteadores da prática profissional do psicólogo. Sobre a importância e os limites do sigilo profissional, o Código de Ética Profissional do Psicólogo é explícito ao afirmar que:

Gabarito: D

O sigilo profissional no trabalho do psicólogo não é uma regra “decorativa”: ele protege a confiança na relação profissional e a privacidade de quem busca atendimento. O Código de Ética Profissional do Psicólogo deixa claro que a informação obtida no exercício profissional deve ser mantida em sigilo, e qualquer exceção precisa ser tratada com muito cuidado, sempre com critério e responsabilidade. O ponto-chave aqui é que o psicólogo não pode sair revelando dados íntimos por aí, nem para curiosos, nem para grupos, nem para “ajudar” de forma desordenada. Quando houver conflito entre deveres profissionais e os princípios fundamentais, ou quando a lei exigir, pode haver quebra de sigilo, mas isso deve ocorrer com base na busca do menor prejuízo possível para as pessoas envolvidas. É exatamente isso que a alternativa D traduz: diante do conflito, o psicólogo pode decidir pela quebra de sigilo, mas não de qualquer jeito. A decisão deve ser fundamentada, limitada ao necessário e orientada pelo menor dano. Esse raciocínio aparece no Código de Ética, especialmente na lógica dos princípios fundamentais e das regras sobre sigilo e sua quebra excepcional. Em outras palavras: sigilo é a regra; quebra de sigilo é exceção. E, quando a exceção aparece, o psicólogo não vira um “porta-voz do caso inteiro”: ele divulga apenas o indispensável, preservando ao máximo a intimidade e a dignidade das pessoas.

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