Sobre a promoção de saúde é reconhecido que:
- A)Busca-se alcançar um estado de saúde plena, qualidade de vida e com completa ausência de doenças.
Errada, porque promoção de saúde não exige ausência completa de doença nem um estado de saúde perfeita e plena.
- B)Envolve o desenvolvimento de habilidades que favorecem a tomada de decisões para a melhoria da qualidade de vida e da saúde da população em geral.
Certa, pois expressa a ideia de desenvolver habilidades para decisões saudáveis e melhoria da qualidade de vida da população.
- C)Há uma maior preocupação nas ações de envolver mais diretamente as pessoas que estão sob risco específicos de adoecer, em detrimento daquelas em bom estado de saúde.
Errada, porque isso descreve mais uma lógica de prevenção voltada a grupos de risco do que promoção de saúde.
- D)Limita-se ao trabalho com pessoas diagnosticadas com doenças crônicas, visando adaptação ao adoecimento; melhora da qualidade de vida; e, redução do sofrimento familiar.
Errada, pois restringe o tema a pessoas com doença crônica, o que é muito mais próximo de reabilitação e cuidado assistencial.
- E)Envolve o desenvolvimento de habilidades e ações que sejam dirigidas às pessoas adoecidas e/ou em risco de adoecer, bem como para melhora da qualidade de vida como possam viver.
Errada, porque mistura pessoas adoecidas e em risco com uma abordagem que não corresponde ao conceito amplo de promoção de saúde.
Gabarito: B
Promoção de saúde não é a mesma coisa que tratar doença, nem se resume a evitar que alguém fique doente. A ideia central é ampliar a capacidade das pessoas e da comunidade de controlar e melhorar sua própria saúde, atuando sobre hábitos, ambiente, informação, autonomia e participação social. Em outras palavras, é um trabalho mais amplo, preventivo e educativo, que olha para a vida real e para os determinantes sociais da saúde. Por isso, a promoção de saúde envolve desenvolver habilidades, conhecimentos e condições que ajudem na tomada de decisões mais saudáveis e na melhora da qualidade de vida da população. Esse entendimento aparece de forma muito clara na Carta de Ottawa (1986), marco clássico do tema, que associa promoção de saúde à capacitação das pessoas para aumentar o controle sobre sua saúde. A alternativa B está correta porque descreve exatamente essa lógica: formar habilidades que favoreçam decisões melhores e, com isso, melhorar a qualidade de vida e a saúde coletiva. Repare que o foco não fica só no indivíduo doente, mas na população em geral e em ações amplas de fortalecimento da autonomia. As demais alternativas escorregam para conceitos de prevenção, assistência a doentes ou uma visão de saúde como ausência total de doença, o que não define promoção de saúde. Em concurso, quando aparecer esse tema, pense logo em autonomia, participação social e melhoria das condições de vida, e não em um consultório só olhando para quem já adoeceu.