Os processos de mudança em psicoterapia são importantes indicadores para se verificar efetividade das técnicas e a eficácia na manutenção das aquisições positivas no funcionamento psicológico por parte do paciente. Dessa forma, o conceito referente à capacidade do paciente de experimentar novas formas de pensar, sentir e agir durante a psicoterapia se trata do momento de
- A)aliança.
Errada, porque aliança se refere à colaboração e ao vínculo terapêutico, não à experimentação de novos modos de pensar, sentir e agir.
- B)ruptura.
Errada, porque ruptura é uma quebra ou enfraquecimento da relação terapêutica, não um processo de mudança positiva.
- C)inovação.
Certa, porque inovação é justamente a capacidade de o paciente vivenciar novas formas de funcionamento psicológico na psicoterapia.
- D)resistência.
Errada, porque resistência é a tendência a evitar mudanças ou a confrontar conteúdos difíceis, e não a criar novas respostas.
Gabarito: C
Em psicoterapia, quando se fala em processos de mudança, a ideia é observar se o paciente realmente está ampliando seu repertório de funcionamento psicológico. Isso inclui conseguir pensar de outro jeito, sentir com mais flexibilidade e agir de forma diferente no dia a dia. Em outras palavras, não é só “falar sobre o problema”, mas testar novas possibilidades dentro do processo terapêutico. O enunciado descreve exatamente o momento de inovação: o paciente experimenta novas formas de pensar, sentir e agir durante a psicoterapia. Esse conceito está ligado à introdução de novidades no modo de funcionamento psíquico, que podem depois se manter fora da sessão, como indicador de efetividade terapêutica. Já aliança, ruptura e resistência são fenômenos importantes na terapia, mas apontam para outras coisas. Aliança é a colaboração entre terapeuta e paciente; ruptura é o enfraquecimento dessa parceria; resistência é a tendência de evitar mudanças ou conteúdos incômodos. Nenhuma delas traduz a ideia central de experimentar formas novas de funcionamento. Então, o gabarito é a letra C porque o foco está na criação de respostas novas e mais adaptativas durante o tratamento. É o típico momento em que a terapia deixa de ser só conversa e vira laboratório seguro de mudança.