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Psicologia · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Psicologia

Uma das formas de interpretação da medida em avaliação e testagem psicológica é a expressão de normas com escores que indiquem o sentido em relação à amostra normativa. Essa indicação de sentido do escore em relação à amostra normativa se refere

Gabarito: C

Em avaliação psicológica, nem sempre o escore bruto diz muita coisa sozinho. Ele precisa ser comparado com uma amostra normativa, isto é, com um grupo de referência, para mostrar se a pessoa ficou acima, abaixo ou perto da média. É aí que entram os escores padronizados, como o escore Z, que transformam o resultado em uma medida de distância em relação à média, usando unidades de desvio-padrão. A lógica é simples: se o escore Z for positivo, o desempenho ficou acima da média normativa; se for negativo, ficou abaixo; se for zero, ficou exatamente na média. Essa é justamente a ideia de "indicar o sentido" do escore em relação à amostra normativa. Ou seja, o número não serve só para contar pontos, mas para mostrar direção e posição. Por isso, o gabarito é a letra C: ela descreve corretamente uma transformação em escala que expressa a posição em relação a uma média em unidades de desvio-padrão, que é a definição clássica do escore Z. Em linguagem de prova, quando a banca fala em comparação com a média e desvio-padrão, acenda a luz do Z na sua mente. Como base doutrinária, isso é padrão na literatura de Psicometria e Avaliação Psicológica, em que escores padronizados são usados para interpretação normativa. No Brasil, essa lógica é compatível com a prática técnica exigida pelo CFP nas resoluções que tratam da avaliação psicológica e do uso responsável de testes, sempre com interpretação baseada em normas e evidências.

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