Uma das formas de interpretação da medida em avaliação e testagem psicológica é a expressão de normas com escores que indiquem o sentido em relação à amostra normativa. Essa indicação de sentido do escore em relação à amostra normativa se refere
- A)ao escore padrão Z, o qual tem distribuição bilateral assimétrica e expressa a posição em relação à moda.
Errada, porque o escore Z não tem distribuição bilateral assimétrica nem expressa posição em relação à moda; ele se relaciona com média e desvio-padrão.
- B)a uma transformação dos valores brutos em multiplicação com a média normativa pelo quociente amostral, para obter o escore T.
Errada, porque não existe essa transformação descrita para obter escore T; a alternativa mistura conceitos e fórmula sem base correta.
- C)a uma transformação em escalas que expressam a posição em relação a uma média “x” em unidades de desvio-padrão, ou seja, o escore Z.
Certa, porque o escore Z representa a posição do resultado em relação à média normativa em unidades de desvio-padrão.
- D)ao escore T, que decorre de uma transformação dada pela divisão do escore padrão por um número somado ao resultado de uma constante 10.
Errada, porque o escore T não é definido dessa forma; a descrição apresentada está confusa e não corresponde à padronização clássica.
- E)a uma transformação em escalas que expressam a constante de referência para um escore padrão obtido em resposta multiplicada pela média amostral.
Errada, porque fala em transformação sem sentido técnico claro e mistura constante de referência com média amostral, o que não define escore padronizado.
Gabarito: C
Em avaliação psicológica, nem sempre o escore bruto diz muita coisa sozinho. Ele precisa ser comparado com uma amostra normativa, isto é, com um grupo de referência, para mostrar se a pessoa ficou acima, abaixo ou perto da média. É aí que entram os escores padronizados, como o escore Z, que transformam o resultado em uma medida de distância em relação à média, usando unidades de desvio-padrão. A lógica é simples: se o escore Z for positivo, o desempenho ficou acima da média normativa; se for negativo, ficou abaixo; se for zero, ficou exatamente na média. Essa é justamente a ideia de "indicar o sentido" do escore em relação à amostra normativa. Ou seja, o número não serve só para contar pontos, mas para mostrar direção e posição. Por isso, o gabarito é a letra C: ela descreve corretamente uma transformação em escala que expressa a posição em relação a uma média em unidades de desvio-padrão, que é a definição clássica do escore Z. Em linguagem de prova, quando a banca fala em comparação com a média e desvio-padrão, acenda a luz do Z na sua mente. Como base doutrinária, isso é padrão na literatura de Psicometria e Avaliação Psicológica, em que escores padronizados são usados para interpretação normativa. No Brasil, essa lógica é compatível com a prática técnica exigida pelo CFP nas resoluções que tratam da avaliação psicológica e do uso responsável de testes, sempre com interpretação baseada em normas e evidências.