Em 2020, o Conselho Federal de Psicologia publicou orientações para a Regulamentação da Lei nº 13.935/2019, a qual dispõe sobre a prestação de serviços de Psicologia e de Serviço Social nas redes públicas de educação básica. Essas orientações sinalizam, dentre tantas deliberações regionais e nacionais de distintos órgãos de referência para a atuação da psicologia escolar e educacional, o acúmulo de conhecimentos e experiências oriundas de pesquisas e de práticas desenvolvidas nessa área, como a principal contribuição na promoção dos processos de ensino-aprendizagem, do desenvolvimento pleno dos sujeitos, em uma perspectiva inclusiva, na busca da emancipação de todos os envolvidos no processo educacional. Para melhor entendimento dos processos de ensino-aprendizagem, muito conhecimento tem sido buscado junto às neurociências, principalmente envolvendo funções executivas. É possível afirmar que funções executivas ajudam a
- A)tomar decisões com base nas informações acessíveis.
Errada, porque tomar decisões é apenas uma parte das funções executivas e a alternativa não contempla outros componentes centrais, como monitoramento de erros e controle atencional mais amplo.
- B)monitorar erros, executar tarefas e manter a atenção difusa.
Errada, porque mistura elementos verdadeiros com formulação imprecisa, especialmente ao falar em atenção difusa e em execução de tarefas como se isso resumisse as funções executivas.
- C)focar em múltiplos fluxos de informação de modo alternado.
Errada, porque focar em múltiplos fluxos de informação de modo alternado não expressa bem o núcleo das funções executivas, que envolve também monitoramento e tomada de decisão.
- D)monitorar erros; tomar decisões com base nas informações disponíveis; focar em múltiplos fluxos de informação ao mesmo tempo.
Certa, porque reúne três aspectos típicos das funções executivas: monitorar erros, tomar decisões com base nas informações disponíveis e lidar com múltiplos fluxos de informação.
Gabarito: D
As funções executivas são como o "painel de controle" do cérebro: elas ajudam você a planejar, decidir, controlar impulsos, ajustar a rota e acompanhar se algo saiu do esperado. Na escola, isso aparece o tempo todo: ler um enunciado, perceber um erro, trocar de estratégia e manter o foco mesmo com vários estímulos ao redor. No campo das neurociências, costuma-se relacionar funções executivas a três grandes habilidades muito cobradas em provas: monitoramento de erros, tomada de decisão com base nas informações disponíveis e controle atencional para lidar com mais de um fluxo de informação. É justamente essa combinação que sustenta a aprendizagem, a resolução de problemas e a autorregulação. Por isso, o gabarito é a letra D. Ela reúne os elementos centrais das funções executivas: monitorar erros, decidir com base no que está disponível e conseguir lidar com múltiplas informações ao mesmo tempo. As outras alternativas trazem partes do conceito, mas deixam lacunas ou trocam a ideia principal por recortes mais estreitos. Em termos práticos, pense assim: função executiva não é só "prestar atenção". É perceber o que está acontecendo, comparar opções, corrigir rumos e seguir em frente sem travar. Para contexto legal, a Lei nº 13.935/2019 garante a presença da Psicologia na educação básica, e as orientações do CFP reforçam uma atuação voltada ao processo de ensino-aprendizagem e ao desenvolvimento integral dos estudantes.