Certa psicóloga educacional irá participar de um projeto de orientação vocacional que visa auxiliar os alunos do ensino médio na escolha profissional. Para realizar tal trabalho, ela segue os princípios éticos que norteiam a profissão e a área de atuação; assinale-os.
- A)Respeitar as diferenças e as limitações dos orientandos; garantir o seu bem-estar psicológico; promover a cooperação e a solidariedade entre eles; e, contribuir para a inclusão social.
Errada, porque embora fale em respeito e bem-estar, mistura objetivos genéricos e não traz os princípios éticos centrais da atuação psicológica, como sigilo, dignidade e liberdade.
- B)Respeitar as preferências e os interesses dos orientandos; garantir a sua satisfação pessoal; promover a sua autonomia e criatividade; e, contribuir para a diversificação das profissões.
Errada, pois privilegia satisfação pessoal e criatividade como se fossem os eixos éticos do trabalho, deixando de lado sigilo, dignidade e compromisso social.
- C)Respeitar as normas e os procedimentos da instituição educacional; garantir o sucesso escolar dos orientandos; promover a sua adaptação ao mercado de trabalho; e, contribuir para a valorização da profissão.
Errada, porque transforma a orientação vocacional em ferramenta de adaptação institucional e produtividade, o que não expressa os fundamentos éticos da Psicologia.
- D)Respeitar a dignidade e a liberdade dos orientandos; garantir o sigilo das informações obtidas no processo; promover seu desenvolvimento humano e social; e, contribuir para a democratização da educação.
Certa, pois reúne dignidade, liberdade, sigilo e promoção do desenvolvimento humano e social, em linha com o Código de Ética Profissional do Psicólogo.
Gabarito: D
Em orientação vocacional, a psicóloga não pode agir como se estivesse apenas “escolhendo uma profissão para o aluno”. O trabalho precisa respeitar a pessoa como sujeito de direitos, sua história, seus interesses, seu contexto social e suas possibilidades reais. Por isso, a atuação ética em Psicologia da Educação costuma caminhar junto com dignidade, liberdade, sigilo e compromisso social. No caso da orientação profissional, isso significa cuidar para que o processo ajude o estudante a refletir com autonomia, sem exposição indevida e sem pressão para encaixá-lo em um modelo pronto. O Código de Ética Profissional do Psicólogo orienta exatamente essa postura: respeito à dignidade, à liberdade, à privacidade e responsabilidade social na prática profissional. O gabarito é a letra D porque reúne esses pilares de forma coerente com a ética psicológica: respeitar a dignidade e a liberdade dos orientandos, garantir o sigilo das informações obtidas e promover o desenvolvimento humano e social. Além disso, a ideia de contribuir para a democratização da educação conversa com a função social da Psicologia na escola, especialmente quando o trabalho busca ampliar oportunidades e não restringi-las. As outras alternativas trazem frases bonitas, mas com foco deslocado: falam em satisfação pessoal, sucesso escolar, adaptação ao mercado ou diversificação de profissões como se fossem objetivos centrais absolutos. Na prática, isso soa mais como discurso de utilidade imediata do que como compromisso ético. Em concurso, quando aparecer orientação vocacional, pense primeiro em direitos, sigilo, liberdade e responsabilidade social.