Para criar um ambiente de aprendizagem que seja motivador e envolvente, é importante que o professor e o aluno trabalhem juntos. Em relação à implementação de sistemas motivacionais nas salas de aula com a participação direta do professor e do aluno, pode-se afirmar que:
- A)As teorias cognitivas da motivação não dão prioridade ao estudo das crenças, valores e emoções do indivíduo.
Errada, porque as teorias cognitivas da motivação dão sim grande importância às crenças, valores e emoções do indivíduo.
- B)O envolvimento dos alunos em cada disciplina do currículo não varia em função de diversos fatores, individuais e de contexto, ligados à motivação.
Errada, porque o envolvimento do aluno varia, sim, conforme fatores pessoais e de contexto ligados à motivação.
- C)No ambiente escolar, a motivação é secundária para os processos de aprendizagem e sucesso escolar, tendo em vista sua irrelevância quando mensurada no processo de ensino-aprendizagem.
Errada, porque a motivação é decisiva para a aprendizagem e para o sucesso escolar, não algo irrelevante.
- D)No ambiente escolar, deve-se lançar mão de teorias cognitivas da motivação que deem prioridade ao estudo das crenças, dos valores e das emoções do indivíduo, uma vez que são mediadoras do comportamento e exercem forte influência no processo de aprendizagem.
Certa, pois as teorias cognitivas priorizam crenças, valores e emoções como mediadores do comportamento e da aprendizagem.
Gabarito: D
Quando a questão fala em motivação na sala de aula, ela está tratando da energia que move o aluno a participar, persistir e aprender. Não basta dizer que o estudante “quer” aprender: esse querer depende de fatores internos e do contexto escolar, como crenças sobre capacidade, valor da tarefa, metas, emoções e apoio do professor. Por isso, professor e aluno precisam atuar juntos na construção de um ambiente motivador. As teorias cognitivas da motivação ajudam muito nessa leitura porque entendem que o comportamento do aluno não nasce do nada. Ele é influenciado pelo que ele acredita sobre si, pelo significado que dá à atividade e pelas emoções que surgem durante o processo. Em sala, isso aparece quando o professor organiza metas claras, devolutivas úteis, desafios possíveis e um clima de segurança para errar e tentar de novo. É exatamente por isso que o item D está correto: no ambiente escolar, faz sentido lançar mão de teorias cognitivas da motivação que valorizam crenças, valores e emoções como mediadores do comportamento e influenciadores diretos da aprendizagem. Em linguagem simples: se o aluno acredita que consegue, vê sentido no conteúdo e se sente acolhido, a chance de aprender aumenta bastante. As demais alternativas fazem o caminho inverso do que a Psicologia da Educação ensina. A motivação não é enfeite da aula nem algo secundário. Ela é parte central do sucesso escolar, e seu estudo considera justamente os fatores individuais e contextuais que mudam o envolvimento do estudante.