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Psicologia · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Psicologia

Dentre os transtornos de humor se encontram o transtorno bipolar, bem como suas classificações. Seu tratamento é muito importante, porque durante suas fases de mania o paciente bipolar pode apresentar comportamentos de difícil manejo. Portanto, nos anos 70, o tratamento para tal transtorno era agressivo e sem eficiência, pois estava limitado somente em controlar os pacientes com camisas de força, pesadas doses de sedativos e confinamentos de sala de isolamento. Atualmente, esse quadro mudou e os pacientes bipolares podem ser tratados com eficiência, apresentando melhoras significativas dos sintomas. (Holmes, 2007.) Sobre o transtorno bipolar, bem como seu tratamento, analise as afirmativas a seguir. I. Há fortes e consistentes evidências de que o lítio é eficaz para tratar a maioria, mas não todos os pacientes que sofrem de transtorno bipolar. II. Os efeitos colaterais mais comuns do lítio são sede e micção frequente; em níveis de dosagem mais altos pode causar dificuldades de concentração, memória e coordenação motora. III. O lítio é claramente uma droga eficaz para tratar o transtorno bipolar; seus efeitos colaterais são mínimos, especialmente quando comparados com os sintomas que eles substituem. IV. O lítio provavelmente reduz os sintomas, estabilizando os processos responsáveis pela liberação de transmissor e sensibilidade de neurônio, mas exatamente como isto funciona não foi ainda definitivamente estabelecido. Está correto o que se afirma em

Gabarito: A

O transtorno bipolar costuma exigir tratamento medicamentoso contínuo porque as fases de mania e depressão podem ser intensas e desorganizar bastante a vida do paciente. Entre os estabilizadores do humor, o lítio é o clássico dos clássicos: ele tem eficácia bem estabelecida, embora não funcione igual para todo mundo, e por isso a prova fala em maioria, mas não todos os pacientes. Isso bate com a doutrina psiquiátrica tradicional e com a prática clínica: o remédio ajuda muito, mas precisa de acompanhamento e ajuste de dose. Os efeitos adversos do lítio também são bem cobrados em concurso. Sede e aumento da micção são comuns, e, quando os níveis sobem, podem aparecer tremor, lentificação, dificuldade de concentração, problemas de memória e alteração da coordenação motora. Ou seja: ele funciona, mas não é “vitamina inocente”. Em psiquiatria, o uso exige monitoramento porque a janela terapêutica é estreita. A afirmativa sobre o mecanismo também está correta: o lítio parece estabilizar processos ligados à liberação de neurotransmissores e à sensibilidade dos neurônios, mas o mecanismo exato ainda não é totalmente fechado. Isso é típico de farmacologia psiquiátrica: há boa evidência de efeito, mas nem sempre uma explicação única e definitiva para tudo. Por isso, o gabarito A faz sentido: as quatro assertivas estão corretas. As três primeiras tratam da eficácia e dos efeitos colaterais do lítio, e a quarta traz a visão atual mais aceita sobre seu mecanismo de ação, ainda não completamente esclarecido.

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