De acordo com Fonseca et al (2018), a escola regular e a sala de aula inclusiva ocasionaram desafios aos professores, mediante cotidiano escolar com notável interrelação entre o coletivo e o individual, exigindo dos psicólogos, com isso, redirecionamento de suas práticas para as demandas que emergiram desse contexto. Este redirecionamento inclui atribuições como:
- A)Desenvolver atividades resolutivas com os participantes do trabalho escolar.
Errada, porque reduzir a atuação a atividades resolutivas no coletivo escolar simplifica demais o papel do psicólogo e não destaca a mediação formativa esperada no contexto inclusivo.
- B)Ater-se às determinações da psicologia para atuação em contexto escolar e educacional.
Errada, pois sugere uma atuação engessada em determinações da própria Psicologia, sem diálogo com as demandas concretas da escola e da inclusão.
- C)Fomentar uma prática tradicional para a manutenção da histórica orientação de professores.
Errada, porque defender prática tradicional e mera orientação histórica de professores vai na contramão do redirecionamento crítico exigido pela escola inclusiva.
- D)Colaborar com a adequação, pelos professores, de conhecimentos da Psicologia, que lhes sejam úteis no desempenho reflexivo de seus papéis.
Certa, porque expressa a colaboração do psicólogo para que professores usem conhecimentos da Psicologia de forma útil e reflexiva em sua prática.
Gabarito: D
A Psicologia da Educação, especialmente no contexto da inclusão escolar, não serve para ficar presa a fórmulas prontas. O texto de Fonseca et al. (2018) aponta que a escola regular e a sala inclusiva trouxeram um cenário mais complexo, em que o psicólogo precisa rever seu jeito de atuar para responder às demandas reais do cotidiano escolar. Nesse cenário, a atuação esperada é colaborativa e reflexiva: o psicólogo não vai apenas "resolver problemas" de forma isolada, mas ajudar a escola a pensar práticas, relações e estratégias que favoreçam o aprendizado e a participação de todos. Ou seja, ele contribui para que professores compreendam melhor os conhecimentos da Psicologia e saibam usá-los no dia a dia pedagógico. É justamente isso que torna a alternativa D correta: ela descreve a função de apoiar os professores na apropriação de saberes psicológicos úteis para uma prática mais reflexiva, e não meramente mecânica. Essa visão combina com uma Psicologia Escolar comprometida com processos educativos, inclusão e trabalho interdisciplinar. As outras alternativas escorregam porque ou restringem demais a atuação do psicólogo, ou a empurram para uma postura tradicional e pouco crítica. Em prova, fique atento: quando a banca fala de inclusão e escola contemporânea, costuma valorizar atuação integrada, formativa e colaborativa, não uma psicologia de gabinete.