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Psicologia · CONSULPLAN · 2022

Questão comentada de Psicologia

No âmbito da gestão de pessoas, a perspectiva gerencialista almeja um estilo de gestão semelhante ao da iniciativa privada. Para isso, é necessário que o gestor público tenha a capacidade de alinhar os funcionários à estratégia da organização e de governo, de forma que os esforços sejam capazes de gerar resultados concretos para o cidadão. Dessa forma, a atual gestão de recursos humanos (RH) passa a assumir um papel estratégico dentro da organização, tendo ainda o dever de se atentar ao desempenho dos recursos humanos direcionando-os para os resultados. (Longo, 2007; Nogueira; Santana, 2015; Carmo, 2018, p. 165.) Considerando que há semelhanças com o setor privado, as práticas de gestão no setor público possuem focos distintos. Sobre diferenças, assinale a afirmativa correta.

Gabarito: B

Na gestão de pessoas no setor público, existe uma tentativa de aproximar práticas da iniciativa privada, mas sem perder de vista as amarras legais, políticas e institucionais. Por isso, nem tudo que funciona no mercado pode ser copiado e colado no serviço público. A lógica gerencialista quer foco em resultados, desempenho e alinhamento com a estratégia do governo, mas a realidade pública traz burocracia, controle legal, estabilidade e forte influência do ambiente político. É justamente aí que mora o ponto da questão. A alternativa B está correta porque, em muitos contextos do setor público, a chamada gratificação de desempenho acaba sendo usada como mecanismo de recomposição remuneratória ou complemento salarial, e não como um pagamento realmente vinculado ao alcance ou à superação de metas. Na prática, o nome sugere meritocracia, mas a aplicação nem sempre recompensa desempenho de fato. Esse é um tema recorrente na doutrina de administração pública e gestão de pessoas: a avaliação de desempenho no setor público existe, mas frequentemente enfrenta limitações de critérios, mensuração e efetividade. Sem indicadores claros e sem vínculo real com resultados, a gratificação perde força como instrumento de gestão estratégica e vira mais um ajuste remuneratório do que incentivo ao desempenho. As demais alternativas escorregam justamente ao tentar pintar o setor público como se tivesse a mesma lógica flexível e eficiente do setor privado. O detalhe que derruba muita gente é esquecer que, no serviço público, a estratégia é sempre atravessada por fatores políticos, legais e organizacionais que tornam o processo muito menos linear.

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