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Psicologia · CONSULPAM · 2023

Questão comentada de Psicologia

A avaliação da demanda, segundo Cunha (2000), deverá ser priorizada se o objetivo do psicodiagnóstico for feito de uma reflexão inicial. Os objetivos do psicodiagnóstico podem priorizar, EXCETO:

Gabarito: D

Na avaliação psicológica, especialmente no psicodiagnóstico, a primeira tarefa costuma ser entender bem a demanda: o que foi pedido, por quem, em que contexto e com qual finalidade. Isso ajuda você a não sair “atirando para todo lado” e a escolher o foco mais adequado da investigação. Cunha (2000) destaca que a avaliação da demanda é prioridade quando o objetivo do psicodiagnóstico está ligado a uma reflexão inicial sobre o caso. Nesse cenário, os objetivos do psicodiagnóstico podem ser vários: descrever características do funcionamento psíquico, fazer classificação nosológica, ou até contribuir para prevenção e encaminhamentos. Ou seja, o processo pode começar amplo, exploratório e bem atento ao contexto, antes de fechar conclusões. A pegadinha da questão está em misturar o psicodiagnóstico com a ideia de diagnóstico fechado como finalidade principal. Em Cunha, o psicodiagnóstico é um processo de compreensão e investigação clínica, e não apenas um ato de dar nome a um transtorno. Por isso, quando a banca pergunta o que pode ser priorizado como objetivo, o “diagnóstico” em sentido restrito não é a melhor resposta, porque o foco pode estar na descrição, na classificação, na prevenção e na compreensão inicial do caso. Então, o gabarito D está correto porque, nessa leitura doutrinária, o psicodiagnóstico não se limita a “fechar diagnóstico” como prioridade obrigatória. Ele pode ter funções mais amplas, e a demanda define o rumo. Em resumo: primeiro entende o pedido, depois evita o chute clínico disfarçado de certeza.

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