Antônio, com vinte e cinco anos de idade, teve uma crise de ansiedade importante frente a uma situação específica no trabalho. A crise foi marcada por sudorese, palpitação, dor no peito e sensação de morte. Diante das dificuldades de Antônio nas relações interpessoais e sem saber como proceder, sua chefia acionou o SAMU. A psicóloga responsável acolheu e mediou a crise, com apoio da chefia de Antônio. Após o ocorrido, o paciente conseguiu se reorganizar e retomar as atividades laborais no dia seguinte. Nesse caso clínico hipotético, a intervenção realizada fundamentou-se nos pressupostos da
- A)intervenção em crises.
Certa, porque descreve uma atuação imediata, breve e voltada à estabilização emocional e reorganização do paciente diante de uma crise aguda.
- B)terapia cognitiva.
Errada, porque a terapia cognitiva pressupõe um processo psicoterápico estruturado, e não apenas o manejo emergencial de uma crise.
- C)terapia de apoio.
Errada, porque a terapia de apoio é mais ampla e contínua, enquanto o caso destaca uma intervenção pontual para conter uma crise específica.
- D)terapia neuropsicológica.
Errada, porque terapia neuropsicológica é voltada a avaliação e reabilitação de funções cognitivas, não ao manejo de crise ansiosa aguda.
- E)terapia em grupo.
Errada, porque terapia em grupo envolve uma modalidade de atendimento com vários participantes, o que não aparece no caso.
Gabarito: A
Aqui o ponto central é que a intervenção foi feita no calor da crise, com foco em conter a desorganização emocional, reduzir o risco e ajudar o paciente a recuperar o equilíbrio naquele momento. Isso é bem a cara da intervenção em crises: uma ação breve, direta e contextual, voltada para restaurar o funcionamento o mais rápido possível. Pense nela como um “socorro psicológico de primeira resposta”, sem enrolação e sem tentar fazer uma terapia longa ali na hora. No caso, Antônio apresentou sinais agudos de ansiedade intensa, com sintomas físicos marcantes e sensação de morte, o que exigiu acolhimento imediato. A psicóloga mediou a situação, contou com apoio da chefia e ajudou o paciente a se reorganizar para retomar as atividades no dia seguinte. Esse encadeamento mostra exatamente o objetivo da intervenção em crise: estabilizar, dar suporte e favorecer adaptação rápida diante de um evento disparador específico. Já a terapia cognitiva, a terapia de apoio, a terapia neuropsicológica e a terapia em grupo têm outras lógicas e finalidades. Elas podem até ajudar em quadros de ansiedade, mas não descrevem tão bem uma atuação pontual, emergencial e focada em resolver a crise instalada naquele momento. Aqui não houve um processo psicoterápico estruturado de médio ou longo prazo, e sim um manejo imediato da situação crítica. Então, o gabarito A está correto porque o caso retrata uma intervenção breve, emergencial e centrada na crise, com restabelecimento funcional rápido. Em linguagem de concurso: quando a questão fala em acolher, mediar a crise e reorganizar o sujeito após um episódio agudo, a pista costuma apontar para intervenção em crises.