Assinale a opção correta no tocante a uma situação em que o objetivo do psicólogo seja avaliar sintomas de ansiedade para realizar um psicodiagnóstico.
- A)As informações sobre as reações apresentadas durante uma crise de ansiedade devem ser captadas apenas do paciente e não de seus familiares ou pessoas próximas.
Errada, porque a avaliação pode considerar informações de familiares ou pessoas próximas como fonte complementar, quando isso for clinicamente útil e permitido.
- B)A entrevista semiestruturada é inadequada e pode comprometer o resultado.
Errada, porque a entrevista semiestruturada é amplamente adequada na avaliação psicológica e costuma melhorar a organização da coleta de dados.
- C)É adequado incluir na entrevista perguntas diretas sobre a ocorrência de pensamentos, imagens ou impulsos indesejados percebidos em determinadas situações.
Certa, porque perguntas diretas sobre pensamentos, imagens e impulsos indesejados ajudam a identificar manifestações cognitivas típicas da ansiedade.
- D)As entrevistas de avaliação são, por definição, individuais e não grupais.
Errada, porque entrevistas de avaliação não são necessariamente grupais ou individuais por definição; a forma depende do objetivo e do contexto técnico.
Gabarito: C
No psicodiagnóstico, avaliar sintomas de ansiedade exige uma entrevista bem feita, com perguntas claras e diretas sobre o que a pessoa sente, pensa e faz em situações específicas. Não basta ficar só em perguntas genéricas, porque ansiedade costuma aparecer misturada com medo, evitação, pensamentos intrusivos e sintomas físicos, então o psicólogo precisa pinçar esses sinais com precisão. Por isso, a entrevista semiestruturada costuma ser muito útil: ela dá um roteiro mínimo, mas deixa espaço para aprofundar o que surgir. Em avaliação psicológica, isso ajuda a organizar os dados sem engessar a conversa. A literatura de psicodiagnóstico e de avaliação clínica recomenda justamente explorar conteúdos como pensamentos, imagens mentais e impulsos indesejados, porque eles podem indicar a natureza, a intensidade e o contexto dos sintomas ansiosos. A alternativa C está correta porque, ao investigar ansiedade, é adequado perguntar diretamente sobre pensamentos, imagens ou impulsos indesejados percebidos em certas situações. Esse tipo de pergunta ajuda a identificar manifestações cognitivas típicas da ansiedade, como antecipação catastrófica, preocupação excessiva e experiências intrusivas, além de diferenciar ansiedade de outros quadros. As outras opções caem em exageros. Na avaliação psicológica, a informação não vem só do paciente: familiares e pessoas próximas podem complementar o quadro quando isso for pertinente e autorizado. E a entrevista de avaliação não é, por definição, apenas individual nem muito menos inadequada se for semiestruturada. O segredo é usar a técnica certa para o objetivo certo, sem deixar a conversa virar um interrogatório nem um bate-papo solto.