Em contextos pandêmicos, quando são impostas mudanças importantes na vida ou no estilo de vida, envolvendo riscos e fatores adversos, pessoas
- A)vulneráveis devem ser acolhidas, nas situações de crise, de modo que elas possam estar em papel passivo, não sendo recomendável estimular a proatividade nesse caso.
Errada, porque pessoas vulneráveis não devem ser tratadas apenas de forma passiva; o acolhimento deve vir junto com apoio à autonomia e ao enfrentamento ativo.
- B)resilientes são mais suscetíveis a fortes impactos emocionais a longo prazo decorrentes da situação.
Errada, porque pessoas resilientes tendem justamente a lidar melhor com impactos emocionais, e não a ser mais suscetíveis a eles.
- C)que focam na positividade perdem geralmente essa habilidade após o evento traumático, devido à impossibilidade de ser positiva nesse contexto.
Errada, porque focar na positividade pode ser uma estratégia de enfrentamento, e não algo que necessariamente desaparece após o trauma.
- D)vulneráveis, se motivadas e ativas, podem desenvolver respostas de esperança e sucesso a partir da pandemia.
Certa, porque a motivação e a participação ativa podem favorecer esperança, adaptação e percepção de sucesso mesmo em contexto pandêmico.
Gabarito: D
Em situações de crise, como uma pandemia, a Psicologia da Saúde observa que as pessoas não reagem todas do mesmo jeito: algumas ficam mais fragilizadas, outras conseguem reorganizar a vida e transformar dificuldade em aprendizado. Aqui entram conceitos como vulnerabilidade, resiliência e enfrentamento ativo. A ideia central é que o sofrimento não “condena” ninguém a uma posição passiva para sempre. Com apoio, motivação e participação ativa, a pessoa pode construir respostas mais adaptativas. Resiliência não significa virar super-herói e fingir que nada aconteceu. Significa conseguir lidar com adversidades, buscar apoio, adaptar-se e seguir funcionando, mesmo com impacto emocional. Já a vulnerabilidade aponta maior exposição ao estresse, mas isso não impede crescimento psicológico. Em contextos pandêmicos, atitudes ativas e de esperança ajudam a recuperar senso de controle e a criar projetos possíveis, mesmo em meio ao caos. Por isso, o gabarito é a letra D. A alternativa descreve corretamente que pessoas vulneráveis, se motivadas e ativas, podem desenvolver respostas de esperança e sucesso diante da pandemia. Essa leitura combina com a noção de enfrentamento ativo e com a visão moderna da Psicologia da Saúde, que não trata o sujeito como alguém fixo no sofrimento, mas como alguém capaz de adaptação e reconstrução. Em termos doutrinários, isso conversa com a ideia de coping e resiliência como processos dinâmicos, muito usados em saúde mental e em situações de desastre ou crise sanitária. Ou seja: crise não é sinônimo de paralisia, e vulnerabilidade não é sentença.