Um psicólogo, que conduz uma pesquisa com um grupo de profissionais em uma organização, decidiu utilizar testes psicológicos para aumentar a qualidade do estudo, das análises de dados e dos resultados. Nessa situação hipotética, de acordo com o disposto na nota técnica do Conselho Federal de Psicologia sobre testes psicológicos, o psicólogo deve, no contexto da avaliação ou da pesquisa,
- A)escolher o teste psicológico mais adequado.
Correta, porque o CFP orienta a escolher o teste mais adequado ao objetivo, ao contexto e às características do público avaliado.
- B)validar o teste psicológico mais adequado.
Errada, porque validar o teste não é tarefa do psicólogo na aplicação da pesquisa; ele deve selecionar um instrumento já tecnicamente apropriado.
- C)optar pelo teste psicológico mais inteligível.
Errada, porque inteligibilidade ou facilidade de compreensão não substituem critérios técnicos de adequação, validade e precisão.
- D)optar pelo teste psicológico mais acessível.
Errada, porque acessibilidade pode ser um aspecto relevante, mas não é o critério principal para a escolha do teste psicológico.
- E)escolher do teste psicológico mais adequado.
Errada, porque a redação está incorreta e, além disso, repete a ideia de escolha sem acrescentar o critério técnico exigido.
Gabarito: A
Quando o psicólogo usa testes psicológicos em pesquisa ou em avaliação, a regra de ouro é simples: não existe teste "bonito", "famoso" ou "fácil" por si só, mas sim o teste mais adequado ao objetivo, ao público e ao contexto. A nota técnica do Conselho Federal de Psicologia sobre testes psicológicos reforça exatamente essa lógica de escolha criteriosa, com base na finalidade do trabalho, nas características do grupo avaliado e nas evidências de validade e precisão do instrumento. Na prática, isso significa que você deve selecionar o teste que melhor responda à pergunta da pesquisa ou da avaliação. Se o instrumento não conversa com o objetivo, os dados podem ficar elegantes na planilha e ruins na interpretação. Em psicodiagnóstico e avaliação psicológica, o foco é a adequação técnica, não a conveniência. Por isso, o gabarito é a alternativa A. O enunciado fala em aumentar a qualidade do estudo, das análises e dos resultados, e a orientação normativa do CFP aponta para a escolha do teste psicológico mais adequado ao contexto. Não se trata de inventar um teste novo, nem de buscar o mais fácil de aplicar, mas de usar o instrumento certo para aquela situação. Em termos de prova, guarde a ideia central: teste psicológico é ferramenta técnica, e ferramenta boa é a que se ajusta ao objetivo e ao público, dentro das regras éticas e científicas da profissão.