A transformação digital e a pandemia de COVID-19 aceleraram a automatização do trabalho e o surgimento de novos espaços ocupacionais nas organizações. Dessa forma, a análise do trabalho se faz necessária para a melhor alocação de pessoal possível a partir da combinação de características das tarefas e de perfis de conhecimentos e habilidades das pessoas. Considerando-se as informações apresentadas, é correto afirmar que o método de análise do trabalho que pontua dados, pessoas e coisas de acordo com a complexidade com que são tradados em um trabalho é
- A)o inventário dos componentes do trabalho.
Errada, porque o inventário dos componentes do trabalho não é o método clássico descrito pela tríade dados, pessoas e coisas com pontuação por complexidade.
- B)o questionário de análise de posição.
Errada, porque o questionário de análise de posição é um instrumento de coleta de informações sobre cargos, mas não é o método que pontua dados, pessoas e coisas dessa forma.
- C)a análise de trabalho por combinação.
Errada, porque a análise por combinação não corresponde à definição técnica cobrada no enunciado e não é o método associado a essa classificação funcional.
- D)o inventário de tarefas.
Errada, porque o inventário de tarefas foca em listar atividades do cargo, e não em avaliar dados, pessoas e coisas segundo grau de complexidade.
- E)a análise funcional do trabalho.
Certa, porque a análise funcional do trabalho classifica o trabalho por dados, pessoas e coisas, atribuindo pontuações conforme a complexidade com que são manipulados.
Gabarito: E
Quando se fala em análise do trabalho, a ideia é entender o que a função realmente exige para depois alocar melhor as pessoas. Em contextos de transformação digital e trabalho mais automatizado, isso fica ainda mais importante, porque nem todas as tarefas pedem o mesmo nível de raciocínio, contato humano ou manejo de informações. A alternativa correta é a análise funcional do trabalho. Esse método classifica o trabalho a partir de três elementos clássicos: dados, pessoas e coisas. A lógica é medir o grau de complexidade com que cada um deles é tratado na atividade. Em outras palavras, ele ajuda a enxergar se a função lida mais com dados abstratos, com interação humana ou com objetos/equipamentos. Esse modelo é muito associado à tradição da O*NET e da análise funcional do trabalho, que serve justamente para descrever o trabalho em termos do que ele demanda do ocupante. Em concursos, a pista costuma ser exatamente essa: quando o enunciado fala em pontuar dados, pessoas e coisas conforme a complexidade, pense em análise funcional. Ou seja, não é um inventário genérico de tarefas nem um questionário qualquer de posição. Aqui a chave é a forma de classificar o trabalho pelo tipo de relação com dados, pessoas e coisas. É uma descrição mais estruturada, feita para apoiar seleção, treinamento e alocação de pessoal com mais precisão.