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Psicologia · CESPE/CEBRASPE · 2022

Questão comentada de Psicologia

Levando em consideração o DSM-5, no que se refere ao transtorno bipolar e a transtornos relacionados, julgue os itens a seguir. I Para fins diagnósticos de transtorno bipolar tipo I, é necessário ao menos um episódio maníaco ao longo da vida do indivíduo. II O episódio hipomaníaco pode apresentar características psicóticas e ser grave a ponto de causar prejuízo no funcionamento social. III Ao menos um episódio hipomaníaco é necessário para fins diagnósticos de transtorno bipolar tipo I. IV Fuga de ideias é um sintoma possível do episódio maníaco. Estão certos apenas os itens

Gabarito: C

No DSM-5, o transtorno bipolar tipo I exige, para o diagnóstico, pelo menos um episódio maníaco em algum momento da vida. Esse é o ponto central: o quadro pode até ter episódios depressivos ao longo da história, mas a mania é o “carimbo” indispensável do tipo I. Já o tipo II funciona diferente: ele pede hipomania e depressão maior, sem chegar à mania franca. Aqui mora a pegadinha clássica: hipomania não é mania pequena com enfeite. O episódio hipomaníaco não pode ter sintomas psicóticos e, por definição, não causa prejuízo acentuado o suficiente para haver grande comprometimento social ou necessidade de hospitalização. Se apareceu psicose, a classificação sai de hipomania e entra em mania. No item III, a banca tenta inverter a lógica: para bipolar I não se exige hipomania, basta mania. Por isso, esse item está errado. Já o item IV está certo porque fuga de ideias é um sintoma típico da elevação do humor e da aceleração do pensamento no episódio maníaco, junto com fala pressionada, aumento de energia e redução da necessidade de sono. Assim, o gabarito C fica correto porque somente os itens I e IV estão certos. É a leitura limpa do DSM-5: mania define bipolar I; hipomania, por sua vez, pertence ao bipolar II e nunca vem com psicose.

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