A responsabilidade pelos processos de qualidade de vida no trabalho (QVT) no setor público é
- A)exclusiva do departamento de gestão de pessoas, que é responsável pelos processos de melhoria da QVT.
Errada, porque a QVT não é responsabilidade exclusiva do departamento de gestão de pessoas, mas de toda a organização.
- B)de toda a organização, mas, em caso de mudanças relativas à QVT, compete aos gerentes das unidades centralizá-las.
Errada, porque a QVT não deve ser centralizada apenas pelos gerentes das unidades em caso de mudanças; ela exige atuação conjunta.
- C)exclusiva dos gerentes das unidades de trabalho, a quem compete desenvolver os processos de QVT.
Errada, porque os gerentes não são os únicos responsáveis pela QVT, que depende da participação de chefes e subordinados.
- D)de todos os membros da organização, tanto chefes quanto subordinados, os quais devem ser responsáveis pela QVT.
Certa, porque a QVT é uma responsabilidade compartilhada por todos os membros da organização, em especial chefes e subordinados.
- E)dos gestores, embora a racionalidade do setor público impossibilite a busca pela melhoria da QVT.
Errada, porque a racionalidade do setor público não impede a busca pela melhoria da QVT; ao contrário, ela a torna ainda mais necessária.
Gabarito: D
Qualidade de vida no trabalho (QVT) não é um “favor” da chefia nem uma tarefa jogada no colo de um setor só. Ela depende de uma cultura organizacional em que direção, gerências, equipes e servidores participam da construção de condições melhores de trabalho, com foco em bem-estar, saúde, clima, motivação e desempenho. No setor público isso é ainda mais importante, porque a oferta de serviços ao cidadão melhora quando o servidor trabalha em ambiente minimamente saudável e respeitoso. A lógica da QVT é coletiva: envolve políticas, práticas de gestão, comunicação, ergonomia, prevenção de adoecimento, reconhecimento e organização do trabalho. A literatura de gestão de pessoas trata a QVT como responsabilidade compartilhada, porque o ambiente de trabalho é produzido pela interação entre todos os membros da organização, e não por uma única área isolada. Em termos práticos, a área de gestão de pessoas apoia e coordena ações, mas não substitui a corresponsabilidade dos demais atores. Por isso, o gabarito é a letra D. Ela acerta ao dizer que a responsabilidade é de todos os membros da organização, tanto chefes quanto subordinados. Em outras palavras: gestor que acha que QVT é “coisa do RH” está terceirizando um problema que também é dele. E servidor que imagina que só a chefia decide tudo também erra o alvo, porque a construção da QVT exige participação e compromisso coletivo. Não há, aqui, uma regra legal específica dizendo que a QVT é de um único órgão ou cargo. O ponto é doutrinário e gerencial: a QVT é um processo organizacional compartilhado, especialmente em políticas de gestão de pessoas no setor público.