A respeito dos critérios de seleção, avaliação e interpretação dos resultados de instrumentos de avaliação, conforme o Sistema de Avaliação dos Testes Psicológicos (SATEPSI), assinale a opção correta.
- A)A formulação de hipóteses diagnósticas é significativa na escolha de instrumentos, já que não se recomenda sua reformulação ao longo do processo avaliativo.
Errada, porque hipóteses diagnósticas devem ser revistas ao longo do processo avaliativo, conforme surgem novos dados.
- B)As características do paciente, e não as preferências ou as características do psicólogo, devem nortear a escolha de instrumentos.
Certa, pois a seleção de instrumentos deve considerar as características da pessoa avaliada e a demanda, não preferências do psicólogo.
- C)A experiência profissional, o conhecimento sobre o desenvolvimento humano e a psicopatologia, diante de um diagnóstico compreensivo, favorecem a rapidez e a brevidade na escolha, na aplicação e na conclusão da avaliação.
Errada, porque experiência ajuda, mas não autoriza reduzir a avaliação a rapidez e brevidade como regra geral.
- D)A avaliação da existência de um quadro de transtorno constitui demanda objetiva, o que leva à maior rapidez na formulação da hipótese e à brevidade do processo avaliativo.
Errada, já que suspeita de transtorno não torna automaticamente a avaliação mais rápida ou breve, pois o processo depende da complexidade do caso.
- E)A padronização da aplicação e da pontuação só é recomendada na utilização dos testes avaliados como favoráveis para uso.
Errada, porque padronização de aplicação e pontuação é requisito de qualquer teste, e não algo recomendado só para testes favoráveis.
Gabarito: B
No SATEPSI, a escolha de testes psicológicos não deve ser feita no modo "gosto pessoal" do avaliador, mas sim a partir da demanda, das hipóteses iniciais, da faixa etária, do contexto e das características da pessoa avaliada. Em outras palavras: primeiro vem a necessidade clínica ou institucional, depois vem o instrumento adequado. Isso vale para evitar erros de seleção, aplicação e interpretação, porque um teste bom para uma situação pode ser ruim para outra. A lógica do sistema também exige que você considere se o instrumento tem evidências favoráveis de validade, precisão e padronização para o uso pretendido. O SATEPSI, administrado pelo CFP, funciona justamente como referência para verificar se o teste está apto para uso profissional em determinada finalidade. Então, não basta o teste existir: ele precisa ser tecnicamente indicado para aquela avaliação. Por isso, a alternativa B está correta: as características do paciente devem nortear a escolha dos instrumentos, e não as preferências ou características do psicólogo. Isso reflete o princípio de que a avaliação psicológica é centrada na demanda e na pessoa avaliada, com uso técnico e ético dos testes, e não em conveniência do avaliador. As demais alternativas tentam induzir a ideia de que a avaliação pode ser feita com pressa, com hipóteses rígidas ou com aplicação simplificada demais. Em prova, desconfie quando a questão sugerir que experiência profissional substitui critério técnico, ou que a suspeita diagnóstica permite encurtar o processo sem cuidado. Na avaliação psicológica, rapidez nunca deve atropelar qualidade.