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Psicologia · CESPE/CEBRASPE · 2021

Questão comentada de Psicologia

O assédio moral no trabalho configura uma situação de violência que se estende no tempo e que pode levar a vítima a desenvolver, com maior frequência, o transtorno

Gabarito: C

Assédio moral no trabalho não é um conflito pontual nem uma bronca isolada: ele costuma ser repetido, prolongado e desgastante, com humilhações, desqualificações ou isolamento da vítima. Por isso, a literatura em Psicologia Organizacional e do Trabalho trata esse fenômeno como uma forma de violência psicológica que se estende no tempo e vai corroendo a saúde mental da pessoa. No Brasil, esse tema também aparece em debates doutrinários e em decisões trabalhistas que reconhecem o dano à dignidade e à saúde do trabalhador. Quando a exposição é contínua, a vítima pode desenvolver sintomas como medo persistente, hipervigilância, revivescência do sofrimento e evitação de situações associadas ao ambiente agressor. Esse conjunto de sinais é muito compatível com transtorno de estresse pós-traumático, que surge após experiências de violência ou ameaça intensa e pode aparecer em contextos laborais de assédio prolongado. Em outras palavras: não é só "estresse do dia a dia", é trauma mesmo. A banca CESPE/CEBRASPE gosta de ligar o assédio moral aos efeitos psíquicos mais reconhecidos na literatura, especialmente quadros de sofrimento traumático e adoecimento mental relacionado ao trabalho. Então, ao falar em violência que se prolonga no tempo e em adoecimento mais frequente, o caminho mais seguro é pensar em um transtorno decorrente de trauma, e não em distúrbios de personalidade ou em transtornos do espectro bipolar. Resumo de prova: assédio moral recorrente + humilhação continuada + adoecimento psíquico = forte associação com estresse pós-traumático. É o tipo de questão em que a banca testa se você sabe diferenciar desgaste emocional comum de um quadro clínico relacionado a exposição prolongada à violência psicológica.

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