São necessárias atividades à implantação de um CRAS e à oferta dos serviços socioassistenciais, em especial do PAIF. Entre tais atividades há o planejamento com outras instâncias sociais a implantação da unidade, que possui entre seus objetivos:
- A)Definir as formas de seleção da equipe de referência e tornar pública a seleção.
Errada, porque definir e divulgar seleção da equipe é uma medida administrativa interna, não o objetivo do planejamento com outras instâncias sociais.
- B)Planejar e adequar as ações do PAIF, segundo as particularidades do território.
Errada, porque adequar as ações do PAIF ao território é importante, mas trata do serviço em si, não do objetivo mais amplo da implantação articulada da unidade.
- C)Prever recursos para implantar as condições físicas, institucionais e materiais no CRAS.
Errada, porque prever recursos e condições físicas e materiais é necessário para implantar o CRAS, mas isso não corresponde ao objetivo de planejamento participativo com a rede e parceiros.
- D)Desenvolver formas participativas de planejamento e gestão, envolvendo profissionais da rede socioassistencial, organizações governamentais e não-governamentais, forças sociais parceiras e outros.
Certa, porque expressa o planejamento e a gestão participativos com rede socioassistencial e demais atores do território, exatamente a lógica esperada na implantação do CRAS.
Gabarito: D
O CRAS é a porta de entrada da Proteção Social Básica no SUAS, então sua implantação não é feita de modo isolado, como se bastasse abrir a porta, colocar uma mesa e pronto. Antes e durante a instalação da unidade, é preciso articular o território, a rede socioassistencial e outras instâncias sociais para que o serviço funcione de verdade, especialmente o PAIF. Por isso, entre os objetivos dessas atividades de implantação está o desenvolvimento de formas participativas de planejamento e gestão. A lógica do SUAS, prevista na LOAS e organizada pela PNAS e pela NOB-SUAS, valoriza a integração com a rede, a intersetorialidade e o planejamento territorial. Em outras palavras: o CRAS nasce dialogando com o território, não em modo avião. A alternativa D traduz exatamente essa ideia, porque inclui profissionais da rede socioassistencial, organizações governamentais e não governamentais, forças sociais parceiras e outros atores. Isso mostra uma implantação construída coletivamente, o que é compatível com a lógica de controle social, articulação em rede e gestão compartilhada do SUAS. As demais alternativas falam de providências importantes, mas mais específicas de gestão interna, estrutura física ou organização do PAIF. Elas não respondem ao objetivo mais amplo do planejamento com outras instâncias sociais na implantação da unidade.