A Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda (Sociedade Brasileira de Cardiologia, 2018) recomenda como parte do tratamento de indivíduos com insuficiência cardíaca, para redução da mortalidade e de internações, o uso de suplemento alimentar com
- A)aspartato de arginina.
Errada: aspartato de arginina não é a suplementação indicada pela diretriz para reduzir mortalidade e internações na insuficiência cardíaca.
- B)triglicerídeos de cadeia média.
Errada: triglicerídeos de cadeia média têm uso mais ligado ao suporte nutricional em situações específicas, mas não são a recomendação do enunciado.
- C)ácidos graxos poli-insaturados n-3.
Certa: a diretriz da SBC de 2018 recomenda ácidos graxos poli-insaturados n-3 como suplemento associado à redução de mortalidade e internações.
- D)resveratrol.
Errada: resveratrol é um composto com apelo antioxidante, mas não é a suplementação recomendada na diretriz para insuficiência cardíaca.
- E)licopeno.
Errada: licopeno é um carotenoide antioxidante, porém não é o suplemento indicado para esse objetivo terapêutico.
Gabarito: C
Na insuficiência cardíaca, a nutrição entra como apoio ao tratamento medicamentoso e às medidas de estilo de vida, porque o objetivo não é só aliviar sintomas, mas também reduzir desfechos ruins, como internações e mortalidade. A Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda da Sociedade Brasileira de Cardiologia, de 2018, cita o uso de suplemento com ácidos graxos poli-insaturados n-3 como parte da estratégia terapêutica em alguns pacientes. Esses ácidos graxos n-3, conhecidos popularmente como omega-3, aparecem na literatura por possíveis efeitos anti-inflamatórios e cardioprotetores. Em prova, o ponto central é lembrar que a diretriz associa esse suplemento à redução de mortalidade e hospitalizações, e não apenas a um ganho nutricional genérico. As outras opções costumam aparecer como distração porque parecem “cardiológicas”, mas não são a recomendação específica pedida. A banca gosta de trocar um nutriente com fama de benéfico por outro que até pode ter uso em contextos distintos, mas não entrega o mesmo respaldo na insuficiência cardíaca. Então, se o enunciado falar em suplemento alimentar recomendado na insuficiência cardíaca para reduzir mortalidade e internações, pense logo em omega-3. Aqui, o gabarito é a alternativa C.