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Nutrição · UPENET/IAUPE · 2022

Questão comentada de Nutrição

Em um ambulatório que atende pessoas com doença renal, foi feita uma orientação de dieta com restrição da ingestão proteica (0,6 g/kg/dia), com 35 kcal/kg/dia. A pessoa que recebeu a conduta apresentava um Índice de Massa Corpórea de 21kgm2 . No primeiro retorno, 1 mês depois, foi observada uma perda de 2 kg de peso corporal. Frente a essa situação, a conduta deve ser a seguinte:

Gabarito: B

Na doença renal crônica, a dieta com proteína reduzida só funciona bem se a energia estiver garantida. O raciocínio é simples: se faltam calorias, o corpo começa a usar a própria proteína como combustível, e aí a restrição proteica perde o sentido, porque a pessoa entra em risco de perda de massa magra e desnutrição. Por isso, o acompanhamento do peso e do estado nutricional é parte central da conduta, especialmente em ambulatório. Neste caso, a pessoa já tinha IMC de 21 kg/m2, ou seja, não estava em excesso de peso, e em um mês perdeu 2 kg. Isso acende um alerta importante: pode estar faltando energia na dieta, ou a adesão pode estar inadequada. Antes de sair aumentando proteína ou mudando radicalmente a distribuição dos macronutrientes, o passo correto é avaliar o consumo alimentar e entender o que está acontecendo na prática. A melhor conduta é incentivar alimentos e preparações com maior densidade energética e menor teor proteico, para recuperar ou preservar peso sem desrespeitar a restrição de proteína. Em outras palavras: mais energia por porção, sem “pesar a mão” na proteína. Esse é o tipo de ajuste clássico em dietoterapia renal quando há perda ponderal durante dieta hipoproteica. Assim, o gabarito B está correto porque a prioridade é corrigir a perda de peso com estratégia energética, mantendo o controle proteico. A meta não é simplesmente aumentar proteína ou empurrar calorias de forma genérica, mas ajustar a dieta com inteligência nutricional para evitar catabolismo.

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